domingo, 17 de janeiro de 2016

Atacama - Vale da Lua e Vale da Morte, além de um treino no deserto

Vale da Lua e da Morte

Oi gente!!! Hoje vamos ao nosso segundo dia no Atacama. Como parte da aclimatação à altura, a programação foi mais light. Um treino básico de 5 Km pela manhã e um passeio light na parte da tarde: Vale da Lua e Vale da Morte... Vamos lá?


Saímos cedo para treinar. Havíamos marcado de correr com nossos amigos, mas eles preferiam treinar um pouco mais tarde. Então, combinamos de tomar café da manhã juntos. E lá fomos nós desbravar o deserto correndo. No caminho, eu agradeci por terem cancelado a corrida, he he he he. Senti tanto desconforto, tanta falta de ar em 5 Km. Imagina se eu estivesse correndo os 42 Km previstos inicialmente... 

Deserto do Atacama
Nosso trajeto...

O que eu mais gostei dessa experiência foi o fato de não suar. Quem me conhece sabe que depois dos treinos parece que eu tomei um banho, de tão ensopada de suor que fico. Lá não... No entanto, isso não significa que eu não tenha suado. Na verdade, as pessoas suam sim, mas, devido ao clima seco, ocorre uma maior evaporação do suor para o ambiente. Com isso, a pessoa fica relativamente seca. Entretanto, essa condição exige uma maior atenção com a hidratação, pois, a frequência cardíaca pode aumentar de forma excessiva para tentar compensar um menor volume de sangue circulante dentro dos vasos sanguíneos. 
Deserto do Atacama
Treino no deserto... Uma nova experiência.
Acabado o treino, voltamos ao hotel e esperamos os meninos voltarem para tomarmos café. Ficamos por lá mesmo até a hora de almoçar. Fomos a um restaurante indicado pelo dono do hotel: o Charkikan. Muito boa a comida, bom atendimento e o preço melhor ainda. Super válido. De lá, fomos até a agência de onde partiria o nosso passeio ao Vale da Lua e ao Vale da Morte que estão localizados na mesma altitude que a cidade de São Pedro de Atacama. O passeio teve 4 horas de duração: partimos às 16 horas e chegamos pontualmente às 20h.

Para entrar no Vale, paga-se uma taxa de 3000 Pesos Chilenos (CHL). O guia Patrício me pareceu meio doido no início, pois ele falava muito rápido em Espanhol e em Inglês. Fiquei me questionando sobre como seriam os outros passeios... No entanto, depois ficou tudo ótimo. Ele até foi o nosso guia aos Geyseres e eu adorei! Explicou sobre geologia, sobre biologia, sobre história, enfim, foi bem completo. Masssss, isso é um outro passeio...

O nome “Vale da Lua” possui duas explicações: 1) está relacionado à lembrança que as formações rochosas remetem ao solo da lua 2) as suas formações rochosas apresentam um brilho intenso durante as noites de lua cheia. Eu ainda acho a primeira explicação mais plausível, massss, não posso afirmar qual é o correto. 

Deserto do Atacama
Três Marias.
O vale é uma depressão de origem vulcânica, rodeado por montanhas da Cordilheira do Sal. Lá visitamos as Três Marias, a Duna Maior, o Anfiteatro e as cavernas. Também tivemos a experiência de escutar as rochas estalando. Esse fenômeno ocorre devido à variação de temperatura do deserto. À noite, as rochas se resfriam e ficam mais compactas. Ao longo do dia, a temperatura vai se elevando e as rochas expandem-se e estalam. Como dizia o guia, “mira, mira, mira”. Desta vez, não “miramos”, apenas ouvimos e foi um som muito interessante...

Deserto do Atacama
Admirando o Anfiteatro.

Deserto do Atacama
Formação chamada de Anfiteatro. É interessante porque em cada lado há uma formação assim.

Deserto do Atacama
Estamos sendo observados por um cachorro...

Deserto do Atacama
Entrada da Caverna de Sal.
Em seguida, fomos ao Vale da Morte esperar pelo famoso pôr do sol. Enquanto aguardávamos, tiramos fotos na Pedra do Coiote, nome dado a ela devido à semelhança com a pedra em que o coiote armava as armadilhas para acertar o papa-léguas no desenho (lembram-se disso?).

Deserto do Atacama
Pedra do Coiote.

Deserto do Atacama
Fazendo graça na Pedra do Coiote.
É bem interessante esse momento. As pessoas levam champagne, taças, comemoram... Algumas empresas oferecem lanche (só tivemos isso na Laguna Tebinquiche, um outro passeio). Nós apenas curtimos o momento (a seco mesmo, he he he he he).

Deserto do Atacama
Pôr do Sol no Vale da Morte.
Ao voltarmos para a cidade, fomos procurar um local para jantar. Na esquina das ruas Calama  e Caracoles há um rapaz chamado Emmanuel que sempre estava com um chapéu com uma pena e que ficava chamando as pessoas para irem conhecer o restaurante Solcor. Ele havia abordado a gente em Português no dia anterior, mas já havíamos almoçado. Desta vez, ele abordou de novo e, como estávamos querendo um lugar para jantar, acabou que aceitamos. Não nos arrependemos: o local é super aconchegante, o atendimento excelente e a comida, hummmmmmmmm, muito boa e com um preço bem válido (adorooooooo). O mais legal foi que nas vezes em que Emanuel nos chamou, ele sempre falava: “eu acho que é um bom restaurante”. Aí no terceiro dia, nós falamos para ele que quando ele fala que acha, ele passa uma ideia de incerteza. Que o melhor seria falar que o restaurante era bom e tals. No outro dia que passamos lá, ele falou: “eu tenho certeza de que é um bom restaurante” e riu. Nós jantamos e almoçamos lá outras vezes.

Deserto do Atacama

Deserto do Atacama
Nós e o Emmanuel.
Antes de voltarmos ao hotel, fomos atrás de uma agência que fizesse Termas de Puritama no dia seguinte, na parte da tarde, porque tínhamos treino de manhã. Encontramos somente na agência Latchir. Até havia uma outra, mas o preço era o quádruplo do que tínhamos visto. Aí, mesmo com todo o glamour (passeio privativo, com direito a roupão personalizado) que esta oferecia, optamos pela primeira. 

Deserto do Atacama

Fomos caminhando até o hotel. Ah sim, esqueci de dizer que a distância dele até o centro da cidade era de 500 metros. Enquanto andávamos, tivemos a chance de ver um céu maravilhoso, que dava até para perceber a Via Láctea! Como assim? Eu sempre quis ver a Via Láctea!!!!!! Uma pena que não era possível fotografar aquilo. 

E eu fiquei imaginando como seria o passeio astronômico... Enquanto ele não chega, o que fazer? Dormir, porque no dia seguinte teria uma surpresa no treino da manhã... Hummmm, surpresaaaaa... Mas isso, você só vai saber na quarta-feira. Vou deixar o mistério no ar, he he he he...

Espero que tenha gostado.

Até quarta-feira

Super beijo



Sobre o Autor:
Carolina Belo Sou Carolina Belo, Bióloga e Turismóloga. Busco sempre ser feliz e ver o lado positivo de tudo o que acontece na vida. Gosto de viajar e participar de corridas pelo mundo.

6 comentários:

  1. Carol,
    fico muito de cara com os seus passeios!! São muito legais!! você descreve tudo de um jeito delicioso de ler! Adorei este passeio também! A corrida deve ser bem cansativa.. afinal, muito seco! Mas as paisagens fazem valer tudo, né?!
    Super 10!!
    Beijos!

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    1. Que bom Ana! Local incrível. E esse passeio foi bem light... O passeio do último dia (Salar de Tara) acho que estava sendo reservado para ser um presente de tão maravilhoso que foi. Simplesmente amei tudo. Aí acho que fico motivada e escrevo, escrevo, escrevo até vocês cansarem, he he he he...
      Um super beijo e obrigada pela visita!
      Carolina

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  2. Carol!!!
    Relembro de cada detalhe da viagem lendo suas postagens.

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    1. Que bom Tati!!!!!! Momentos incríveis...
      Um super beijo!!!!
      Carolina

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  3. Tipo Emanuel ACHO os post de Carol excelentes!!!!
    Lembro bem dele é um batalhador

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    1. Que bom que você ACHA isso, Délio!
      COM CERTEZA, põe batalhador nisso...
      Um super beijo
      Carolina

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Obrigada pela visita. Fique à vontade para dizer o que achou do post... Seus comentários são super bem-vindos... Um super beijo...