20 janeiro 2016

Corrida em Maromba, muita emoção e lama

Maromba, no meio do caminho havia uma lama...

Oi gente!!! Eu sei que deixei no ar um mistério no último post sobre o Atacama, mas hoje eu PRECISO escrever sobre a prova de sábado em Maromba. Então, eu peço desculpas aos meus queridos amigos leitores, mas a surpresa vai permanecer no ar até domingo (sem falta, já está até programado!). Enquanto isso, vamos correr em Maromba, na primeira prova do ano? É tranquilo, são só 17,5 Km com direito a perseguição de boiada (ri muito disso...) e muita lama. Vamos lá?


A gente decidiu fazer essa prova porque eu sempre tive curiosidade de fazer alguma prova do Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha, mas nunca dava, seja por ser concomitante com alguma outra prova ou seja por ser em algum lugar ruim (no meu entendimento, claro!). No entanto, Maromba já era uma conhecida minha dos tempos da faculdade, então, por que não unir o útil ao agradável?

Fomos para lá na sexta, na véspera da prova, depois do trabalho. Claro que saímos mais cedo porque queríamos viajar com calma e eu queria ver o último capítulo da novela Além do Tempo (sim, já havia falado que seguia essa novela no post da Meia de Pomerode, he he he he). 

A estrada estava tranquila, apesar de muita chuva na Serra das Araras. Chegamos com chuva (que continuou durante toda a nossa estadia) ao hotel Warabi. Ele foi escolhido por estar a 300 metros da largada da corrida e pelos inúmeros comentários positivos que havíamos lido tanto no Trip Advisor quanto no Booking. Nossa, realmente, nenhum arrependimento em relação ao hotel: lindo, com um pessoal super atencioso e com uma decoração muito maneira (tinha até um jardim japonês, que amooooo!). O café da manhã é algo surreal, com duas opções: colonial e japonês. Como não temos muito costume com comida japonesa, optamos pelo café colonial. Dá uma olhada no naipe do café. Parecia mais um almoço e foi mais ou menos isso que fizemos no dia seguinte...

Maromba
Todos os pratos enfeitados com elementos naturais...

Maromba
Apenas uma parte do café da manhã

Maromba
Delíciaaaaa...

Maromba
Super reconfortante essa sopinha (eu não sei o nome em Japonês).

Maromba
Doce maravilhoso!!!


A corrida...

Como a corrida estava marcada para as 15 horas, fomos tomar café às 9h (a entrega do kit seria só às 10h). Como vocês já viram, ele era tão reforçado que não tivemos fome tão cedo e, consequentemente, não almoçamos. Buscamos o kit às 10h e já havia uma fila bem considerável de corredores. Lá vimos a altura que estava o rio que deveríamos passar no trajeto da corrida. Conversa daqui, conversa dali, fomos informados de que o trajeto seria alterado para evitar que tivéssemos que passar pelo rio. Bom, nisso a organização foi muito sagaz (mas na corrida, descobri que o trajeto ficou repetido e isso me deu raiva no coração, ha ha ha).

Cachoeira
A violência do rio...
O kit foi composto por uma camiseta com um malha bem ruim. Tudo bem que eu faço doação dessas camisas, mas penso que quem gosta de guardar não deve ter gostado muito não (vi algumas críticas no Facebook)... Além da camiseta, veio um quadrinho para quem vai fazer todas etapas prender as medalhas e uma revista Outdoor.  Depois do kit, fomos saracutear em Maringá. O que eu gosto dessa cidade é a possibilidade de estar no Rio e em menos de um minuto estar em MG. Como? Basta atravessar a ponte e você sai de Maringá do Rio diretamente para Maringá de Minas. Legal que em Minas tem a plaquinha (no Rio, claro, não tem...).

Maringá
Adoro placas...
Voltamos para o hotel, nos arrumamos e partimos para a largada, que foi pontual às 15 horas. 

Maromba
Fazendo a estreia da camiseta do blog...

Corridas de Montanha Maromba
Antes da largada
A gente já começa subindo, mas nada muito mortal. Quando passamos o rio (pela ponte) e entramos na trilha, o drama começou. Sempre fui muito bem em subida (ando bem, não corro), mas fiquei bem cansada, principalmente porque estava desviando o máximo possível da lama. Eu vejo muitas pessoas fazendo loucuras, escorregando e até mesmo machucando. Como meu objetivo não é esse, vou na minha evitando ao máximo me machucar. Quando chegamos ao Km 5, ufa, acabou a subida. Agora era uma descida que parecia um “chão encerado” de tanto que escorregava (mas, claro, por conta da lama). O grip do tênis já estava mais do que entupido de lama e não segurava. 

Como não queria cair, ia esfregando os tênis nas vegetações que encontrava (eu pedia desculpa às plantas, podem deixar! He he he). Quando estávamos no Km 9, surpresa! Voltamos pelo mesmo caminho! Cara, me deu uma raiva porque pensei: “agora, vamos ter que passar por aquela subida de novo, com a lama muito mais pisoteada”. Entendam: o problema não é a sujeira, mas sim o risco de escorregar! Passamos pelo mesmo trajeto, só que desta vez, eu estava afastada das pessoas. O que aconteceu? Medooooo, claro! Quando a subida acabou, eu comecei a ouvir música vindo de algum lugar. Como não sabia o que era, se era de corredor ou de outra pessoa, arranjei forças e lá fui eu correr enlouquecida. Na descida, reencontrei Otávio e descemos cuidadosos. 

Um corredor passou com um cajado e desceu conversando com a gente. Foi aí que aconteceu a parte MAIS engraçada e surreal... Estávamos conversando e ouvindo um homem tocar os bois. Beleza, eles estavam no pasto, tranquilo... De repente, eu olho para trás e vejo uma boiada descendo no mesmo trajeto que o nosso... “Gente, tá cheio de bois atrás da gente”. O corredor do cajado falou “Cara, eu tenho medo desses bichos” e saiu voado, escorregando desesperadamente. Eu e Otávio fizemos a mesma coisa. Escorregar? Era melhor que levar uma chifrada de um boi daqueles. Passamos outros corredores inclusive... Ha ha ha ha. No final da descida, tinham alguns staffs anotando os números dos corredores. Um deles perguntou: “Nossa, aconteceu alguma coisa para vocês virem todos juntos?”. Eu mostrei para ele o motivo e ele foi tirar fotos dos bois atrás da gente...  Foi MUITO engraçado...

Falando em foto, não pude tirar nenhuma foto durante o trajeto, porque agora minha máquina amada realmente parou de funcionar. Antes, ela ameaçava, mas voltava. Como estava chovendo, não quis arriscar perder o celular. E como não estou achando uma máquina à prova d’água decente para comprar, acho que ficarei vááárias corridas sem registrar... Quem me conhece, sabe o drama que isso é, he he he he... Por isso que esta postagem está “pobrinha” de fotos... Desculpem...

Corremos bastante nos Kms finais porque a gente queria terminar logo aquilo. Na chegada, encontramos o corredor do cajado e rimos muito da nossa experiência com os bois. Fomos pegar a medalha e nos alimentar. A medalha também foi muito esquisita. Tudo bem que ela será doada para meus alunos, mas genteeeeee, as pessoas gostam de guardar suas medalhas e mereciam uma melhorzinha (afinal, a corrida não foi baratinha, não...). Pelo menos tinha abacaxi e melancia, além de um guaraná natural muito gostoso (estava doce demais, mas misturando com água, ficava ideal).

Corridas de Montanha Maromba
Medalha...
Esperamos para ver a premiação dos nossos amigos Leandro, Cris e Flávio Matias, mas como estava muito frio e estávamos molhados, resolvemos voltar para o hotel. Banho quentinho, o que apareceu? A fome... Fomos atrás de um local próximo para comer. Encontramos o Disco de Arado com a opção de uma carne na chapa com arroz, feijão, farofa e batata frita. Que nenhuma nutricionista veja isso, mas naquele momento foi muito necessário, ha ha ha ha... E ainda nos demos o direito de comer uma sobremesa típica de Visconde de Mauá, a “Bomba Inatômica” com sorvete. É tipo um petit gateau. Muito bom...


Visconde de Mauá
Bomba Inatômica de morango com sorvete...

Bomba Inatômica
Hummmmmmm...

No dia seguinte, tivemos um café da manhã maravilhoso novamente no hotel e voltamos para casa. Íamos passar em Penedo para eu conhecer, mas recebemos a informação de que a cidade estava alagada. Então, desistimos...

Foi uma viagem rápida, mas intensa. Quero voltar para ir às várias cachoeiras, já que não conseguimos fazer nada além de correr e, quem sabe, conseguir conhecer Penedo.

Espero que tenha gostado (mesmo sendo um drama, eu amei os bois, ha ha ha ha. Eles deram motivação à corrida). Domingo, voltamos ao Atacama e à surpresa!

Até domingo

Um super beijo

Carolina

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Sobre o Autor:
Carolina Belo Sou Carolina Belo, Bióloga e Turismóloga. Busco sempre ser feliz e ver o lado positivo de tudo o que acontece na vida. Gosto de viajar e participar de corridas pelo mundo.

4 comentários:

  1. Carol!!!!
    Que engraçado.
    O hotel parece ser muito bom.

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    Respostas
    1. Oi Tati, simmmm, o hotel é muito legal! Por isso que falei que você e Délio precisam ter essa experiência nele, he he he. E ainda tem a facilidade de reservar pelo Booking (ah, e não estou ganhando para fazer propaganda, só para avisar, he he he he).
      Um super beijo...
      Carolina

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  2. Sempre quis fazer essas corridas, mas não estou preparada! Acho muito legal quem faz!

    Beijinhos

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    Respostas
    1. Oi Fernanda, é só uma questão de tempo (e de treino, he he he). Eu tenho feito mais corridas em montanhas do que em asfalto, porque acho que são mais emocionantes e proporcionam um maior contato com os elementos naturais (às vezes, até demais, he he he he). No entanto, exigem maior resistência e técnica diferenciada por conta das subidas/descidas e de alguns terrenos. Entretanto, é só treinar que se torna algo possível! E também existem provas com distâncias menores, justamente para os iniciantes. Veja as opções próximas ao local onde mora e tente experimentar um dia. Tenho certeza de que irá gostar! :)
      Obrigada pela visita.
      Super beijo
      Carolina

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Obrigada pela visita. Fique à vontade para dizer o que achou do post... Seus comentários são super bem-vindos... Um super beijo...

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