quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Kyoto, por Mariana Lessa

Na série "Eu não fui, mas meu amigo foi"

Olááá! Tudo bem? Nos dias 27 e 28 de agosto acontecerá no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, a Festa do Japão. Ela está incluída no Calendário Oficial do Município e tem como função o entretenimento e divulgação da cultura japonesa. Uma pessoa que conheço e que tem verdadeiro amor por essa cultura é a Mariana Lessa que trabalha comigo no Laboratório de Hidrobiologia. Hoje, ela vai compartilhar com a gente a experiência dela no Japão, especialmente, em Kyoto. Vamos lá?

"Uma das primeiras coisas que quem me conhece percebe é a minha paixão pelo Japão. Em setembro de 2015, tive a chance de conhecer esse incrível país. Uma grande amiga estava estudando lá e eu, minha mãe e a mãe dela tivemos a chance de ir visitá-la nas férias. O roteiro total da viagem incluía Dubai, Kyoto e Tóquio, sendo que Kyoto foi a cidade da qual mais gostei no Japão.

Vamos do início...

Desembarcamos em um aeroporto próximo a Tóquio e fomos de trem bala para Kyoto. Uma viagem muito confortável. Fizemos um percurso semelhante a distância Rio-São Paulo em apenas duas horas com direito a belas vistas do interior do país! A estação de trem de Kyoto é enorme, não deixa nada a desejar a aeroportos e fica dividida em zonas (norte, sul, etc). Além dos trens pode se usar a mesma estação para pegar o metrô, ônibus e também tem casas de câmbio, restaurantes e lojas de conveniência. Tudo muito organizado, no horário e muito bem cuidado!

Kyoto Japão
Estação de Kyoto
O nosso hotel foi uma bela forma de entrar no clima mágico da cidade: ficava a menos de duas quadras em linha reta da entrada da estação. Nós ficamos em um Ryokan, um tipo de hotel tradicional japonês onde os sapatos ficavam na porta, separados por quartos, dormimos em futons (uma espécie de colchão no chão com cobertor tradicional de lá, e que é incrivelmente confortável) e os banheiros eram fora do quarto. O banho inclusive era estilo termal: uma área para você se lavar primeiro e depois uma banheira de água bem quente para ficar alguns minutos relaxando.

Infelizmente, nosso hotel não tinha café, mas bastava andar uns minutos até a estação para comprar comida nas lojas de conveniência ou ir até uma galeria subterrânea cheia de lojas e restaurantes. A comida japonesa do dia a dia praticamente não tem condimentos como sal ou açúcar, mas é muito bonita visualmente.

Nosso primeiro ponto turístico foi o bairro Gion: o tradicional bairro das gueixas. Visitamos um grande tempo xintoísta que tem no começo da rua principal chamado Yasaka, o primeiro de muitos templos que conhecemos! Andamos pela rua principal e encontramos uma rua lateral com um grande portal: a rua das gueixas. Foi como estar no filme “Memórias de uma Gueixa”!

Essa rua é completamente tradicional e cheia de casas de chá. Foi aí que a mágica começou: Kyoto tem muitas ruas antigas muito bem preservadas e cheias de comércios, dando a sensação de que a qualquer hora vai aparecer uma patrulha samurai ou ninjas no telhado, ainda mais com as gueixas aparecendo aqui e ali. Tem, inclusive, estúdios de foto onde você pode se vestir como uma gueixa e os homens como samurais e sair pela cidade tirando fotos nos ambientes da época!


Kyoto Japão
Templo Yasara
Kyoto Japão
Rua do Gion
Kyoto Japão
Rua tradicional das Gueixas
Nessa rua do Gion encontramos o Gion Corner, um teatro no fim da rua onde há apresentações de danças folclóricas e outras artes tradicionais. Inclusive o guia das apresentações tinha uma versão em Português!

Atenção a quem quiser conhecer: o teatro fecha durante um determinado período do ano por alguns meses.


Kyoto Japão
Gueixas andando em Kyoto
Kyoto Japão
Rua tradicional
Kyoto Japão
Apresentações do Gion Corner: dança das Maikos
Kyoto Japão
Teatro Kabuki
No dia seguinte, começamos a procissão: Kinkaku-Ji, o Pavilhão Dourado. O lugar parecia ter saído de uma pintura. Até as minhas fotos tiradas com câmera normal pareciam profissionais. O templo seguinte foi o Kiomizu-dera, o Templo Suspenso. Outro lugar incrível e, apesar de os dois templos estarem lotados, não tinha confusão. Tanto nos templos xintoístas quanto nos templos budistas, você pode comprar os Omamori, amuletos para todo tipo de coisa que imaginar. Os preços não eram baratos, mas eles eram feitos a mão.


Kyoto Japão
Pavilhão Dourado
Kyoto Japão
Templo suspenso
No Templo Suspenso, que é budista, existe um segundo templo xintoísta menor dentro dele onde existe uma Pedra do Amor. Na ladeira que leva ao Kiomizu-dera tem várias lojas de aluguel de quimono para se usar na visita ao templo e vários restaurantes familiares onde comemos Udon, um dos muitos tipos de sopa de macarrão típicos de lá. Claro que, na volta, passamos por mais lindas ruas antigas japonesas com mais gueixas e corvos.

No terceiro dia fomos a Nara e a Osaka. As três cidades: Kyoto, Nara e Osaka ficam apenas uma hora de trem umas das outras. Então, é fácil visitar as duas no mesmo dia. Em Nara, visitamos o Todaiji, o templo do Buda Gigante que fica no Parque Nara, onde moram os veados sagrados.

Cuidado na hora de alimentar os veados. Só as moças que vendem os biscoitos conseguem ficar lá sem o bando inteiro avançar na comida. Eles não machucam realmente, mas, pra mim, que sou baixinha, foi meio tumultuado. Depois, fomos ao templo Kofukiji e almoçamos katsu: um tipo de empanado típico da região.


Kyoto Japão
Templo do Buda gigante
Kyoto Japão
Templo do Buda gigante

Kyoto Japão
Sendo devorada por veados!
Em Osaka, visitamos o Castelo de Osaka, palco de uma das mais famosas batalhas do shogunato Tokugawa. Infelizmente, não podemos ver a exposição especial dos 400 anos dessa batalha por causa da hora em que chegamos, mas o lugar é imponente, lindo e, claro, cheio de corvos. Cenário de cinema, com um belo mirante (os japoneses adoram mirantes). Encerramos o dia em uma rua de restaurantes muito famosa por lá, onde comemos mais katsu.


Kyoto Japão
Castelo de Osaka
No nosso último dia em Kyoto, fomos de manhã ao Templo Inari: um templo xintoísta muito famoso pelos seus caminhos dos toris. Tori é o portal da entrada dos templos xintoístas e o Inari possui um caminho que atravessa a sua montanha todo coberto com eles. É um tipo de peregrinação. Tem muitas estátuas de raposas também que são consideradas as guardiãs do templo. É tão icônico que a estação do metrô ali perto tem o seu nome e as ruas próximas levam bandeirinhas com imagens de toris e raposas.


Kyoto Japão
Tori do Templo Inari
Kyoto Japão
Tori do Templo Inari
Kyoto Japão
Templo Inari
À tarde, fomos ao Castelo Nijo, principal residência do shogun e, dessa vez, conseguimos chegar a tempo de visitar por dentro. O piso interno é um Piso-Rouxinol, um piso que faz barulho quando se anda para evitar invasores e assassinos noturnos. Eu já tinha lido sobre esse piso em uma história de fantasia, mas nunca achei que fosse real. Foi mais uma surpresa emocionante.


Kyoto Japão
Castelo Nijo
Kyoto Japão
Castelo Nijo

Considerações finais

Kyoto é incrivelmente mágica, linda e te passa uma sensação de estar no Japão medieval. Um lindo equilíbrio entre tradição e história com modernidade. As pessoas foram bem mais prestativas com os turistas do que em Tóquio (embora as de Nara e Osaka fossem mais simpáticas) e, incrivelmente, havia muito mais coisas traduzidas para Inglês lá do que na capital. Para quem pensa em conhecer esse país tão diferente do nosso, Kyoto tem obrigatoriamente que estar na lista. É uma bela experiência, principalmente, para quem gosta da cultura e das tradições japonesas!"

Mariana Lessa

Que show Mariana! Super obrigada por compartilhar com a gente suas histórias nesse país tão lindo que é o Japão.

Espero que tenham gostado. Eu, adorei a história do Piso-Rouxinol. Nunca tinha ouvido falar sobre ele. Como sempre, fico com vontade de visitar os lugares depois que leio os relatos dos amigos, he he he he... Vamos ver quando poderei ir, he he he he...

Ah, e quem quiser participar da Festa do Japão, ela acontecerá no sábado, dia 27/8, das 17 h às 23 h e no domingo, dia 28/8, das 10 h às 18 h, em volta do prédio da Administração do Parque do Flamengo, na altura da Rua Corrêa Dutra, na Praia do Flamengo.

Até domingo...

Um super beijo

Carolina

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Sobre o Autor:
Carolina Belo Sou Carolina Belo, Bióloga e Turismóloga. Busco sempre ser feliz e ver o lado positivo de tudo o que acontece na vida. Gosto de viajar e participar de corridas pelo mundo.

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