02 maio 2018

Maratona de Santiago 2018 na visão de Raul Süssekind, no Eu não fui, mas meu amigo foi...

Olááá! Tudo bem? Em mais um “Eu não fui, mas meu amigo foi” temos a participação de Raul Süssekind. Raul treina com Otávio na Speed Assessoria. Hoje, ele vai contar para a gente sobre a sua experiência na Maratona de Santiago. Vamos lá?

Então, com você, Raul e a Maratona de Santiago 2018...
Maratona de Santiago 2018
Raul celebrando a conquista...

A expectativa com a Maratona de Santiago

“Quinta-feira, 05 de abril, 5h30 da manhã. Já estou na sala de embarque do GIG esperando o voo que me levaria à minha primeira prova internacional. 
Maratona de Santiago 2018
Sala de embarque do GIG
Sinto-me muito animado com a viagem, mas ao mesmo tempo com dúvidas sobre o que esperar da prova. Da prova em si e, principalmente, do que eu seria capaz de entregar nela.

Durante a minha preparação – nos treinos longos, especificamente – tive muitos altos e baixos. Por conta disso, acabei mudando as metas e as estratégias idealizadas para a prova mais de uma vez durante o processo. Entreguei todos os treinos, mas a maior parte dos longos foi bem sofrida. Porque o calor não aliviou em nenhum deles (para quem treina no RJ, eu acho que esse é um fator a se ponderar antes de definir a participação numa maratona em abril) e porque fiz praticamente todos sozinho. 

Algumas vezes é importante treinar longas distâncias sozinho, especialmente, para testar a cabeça; mas fazer isso semana após semana, particularmente para mim, foi um grande dificultador. 

Ao final da preparação, eu achava que não tinha conseguido chegar ao nível que queria. E havia ainda os fatores desconhecidos da prova em si: aclives e declives do percurso e o ar possivelmente muito seco.

De todo modo, mesmo com a confiança parcialmente em cheque, duas certezas eu tinha: eu ia completar a prova e faria um tempo melhor que o da minha primeira maratona, a do Rio em 2017. 

Com essas convicções, uma boa expectativa de que a temperatura mais fria me ajudaria e tirando a pressão desnecessária das costas, me senti tranquilo. Pensava muito nos amigos que dizem que devemos nos divertir nas provas.
Maratona de Santiago 2018
O manto pronto para viajar...
Algumas mensagens trocadas com os amigos que embarcariam ao longo do dia ou no dia seguinte, e pouco depois das 7h decolamos.

A cidade 

Voo direto e tranquilo, cheguei a Santiago na hora do almoço. 

Para quem pensa em fazer essa prova, vale registrar que são muitas as alternativas de voos e os preços muito bons se a viagem for marcada com alguma antecedência (R$ 1 mil ou 20 mil milhas, comprando 3 meses antes, por exemplo). 

O avião é pequeno, o mesmo das pontes-aéreas RJ-SP e, portanto, desconfortável para 4 horas de viagem. Mas não chega a ser nenhum drama.

Do aeroporto até o centro da cidade são uns 20 minutos de táxi. Cheguei a tempo de me encaixar em um city-tour que saía às 14h. Não achei a cidade de Santiago propriamente bonita, mas como qualquer capital, tem seus atrativos e história, que sempre vale a pena conhecer. 

Plaza de Armas, Catedral de Santiago e Palacio de la Moneda, no Centro Histórico. 
Maratona de Santiago 2018
Catedral de Santiago

Maratona de Santiago 2018
Palacio de la Moneda
Uma visita ao Cerro Santa Lucia, morro sobre o qual se tem uma bonita vista da cidade e sob o qual foi fundada a cidade de Santiago em 1541. 
Maratona de Santiago 2018
Cerro Santa Lucia

Maratona de Santiago 2018
Cerro Santa Lucia
E uma passagem por “Sanhattan”, o centro financeiro e de arquitetura moderna de Santiago. Tudo isso intercalado por um trânsito bastante carregado, que não deve nada ao de nossas maiores capitais.
Maratona de Santiago 2018
Costanera Center
No dia seguinte, uma viagem de aproximadamente 2,5 horas para Cajon del Maipo e Embalse El Yeso. Esse sim um lugar de beleza singular, um lago represado na Cordilheira dos Andes a uma altitude de 2.500 metros. 
Maratona de Santiago 2018
Embalse El Yeso
A imponência da Cordilheira sem dúvida foi o mais marcante da parte turística da viagem. Parar por alguns minutos aos seus pés dá a exata noção do que (não) somos diante da natureza. É um passeio cansativo, mas mandatório para quem tiver um dia livre em Santiago.
Maratona de Santiago 2018
Embalse El Yeso
Ficou faltando para mim uma visita a alguma das vinícolas nos arredores da cidade, mas meu foco principal era a maratona. E isso, no meu caso, implica “Lei Seca” absoluta na semana da prova. Então deixei isso para a próxima.

À noite, na sexta-feira, nossa delegação se completou. Primeiro a Gi, uma vencedora nas pistas e na vida, com sua energia positiva absolutamente marcante. Um pouco mais tarde, Pati e Tadeu, companheiros de muitas jornadas. Tão importantes na minha evolução como corredor amador e, principalmente, pessoas muito, muito queridas e especiais para mim. E o Mestre dos Mestres... A Lenda de todas as Lendas: Luiz Fernando Pateta, meu companheiro e tutor para os 42 km. 

O amigo tricolor Helinho, responsável por eu ter decidido um dia fazer uma maratona, já estava na cidade também, mas, contundido, infelizmente não poderia correr. E fechando o time, os amigos Cid e Sylvinha, que haviam chegado antes de mim e com quem tive o privilégio de dividir quase toda a viagem. Com o grupo completo, aumentava muito a energia, mas a ansiedade pré-prova começava a aparecer.

A véspera da Maratona de Santiago

No sábado acordei um pouco mais cedo que o resto da turma e fiz um último treino de 4 km. Confesso ter um certo receio de treinar em véspera de prova e gastar energia desnecessária, mas o Mestre Antonio Caputo disse que era importante. Inclusive para sentir as diferenças de temperatura e umidade e estar afinado para a prova. E o que ele recomenda para mim é Lei. Estou sendo treinado por ele desde que ingressei na Família Speed Assessoria, e tudo que ele recomendou até hoje funcionou à perfeição. Então, se era pra treinar na véspera, treinei na véspera. Simples assim. E trouxe confiança para o dia seguinte.

Depois disso a programação era visitar a feira do evento, pegar os kits, testar o chip... 
Sentir o clima. 
Maratona de Santiago 2018
Caminhando pelo Centro a caminho da Feira
Confesso que não sou muito entusiasta dessas feiras, mas o que importava para mim era estar com os amigos o máximo possível de tempo. 
Maratona de Santiago 2018
Saída da feira
A feira me pareceu grande (não tenho muita base de comparação), estava bem cheia e circulamos por lá talvez por 1,5h, 2h. Muitas lojas e estandes de patrocinadores, de marcas associadas ao esporte, muita gente... Uma energia boa. Faz parte da prova, valeu ter ido.
Maratona de Santiago 2018
Delegação na feira...
De lá saímos para almoçar no shopping Costanera Center, um prédio moderno e talvez o shopping mais recomendado da cidade. É também o edifício mais alto da América do Sul, com 300 metros de altura. 

Havia bastante opções de gastronomia e escolhemos um restaurante peruano. Justo, boa comida. E logo depois subimos ao Sky Costanera, o andar mais alto do prédio, de onde se tem uma visão de 360° da cidade de Santiago. Vale conferir.
Maratona de Santiago 2018
Uma das vistas do Sky Costanera
A essa altura já era fim de tarde. Tempo de voltar para o hotel, descansar um pouco e sair para o jantar de massas. Fomos num italiano bem próximo do hotel, La Piccola Italia. Simples, ótimo custo x benefício, boa massa e repleto de corredores. 
Maratona de Santiago 2018
Jantar de massas na véspera da prova
Na sequência era voltar para o hotel, preparar a roupa e tentar dormir bem. Eu sentia um certo cansaço na panturrilha esquerda. Gerou uma pequena apreensão, mas o Mestre Pateta me emprestou um Cataflam e recomendou que colocasse as pernas para cima. Foi o que fiz e deu tudo certo. Dormi tranquilo.

A prova

Chegou o grande dia! Meses de treino, tudo que eu poderia ter feito foi feito. Eu estava pronto. Mas no café da manhã a adrenalina estava bem alta. Sentia-me focado e concentrado, mas o frio na barriga estava ali. Fiquei mais caladão, me lembro da Gi me observando e dizendo que daria tudo certo. Ela me injetou ânimo durante toda a viagem. Parecia confiar mais em mim do que eu mesmo confiava. 

Foto oficial na porta do hotel e eu e Pateta partimos sozinhos. 
Maratona de Santiago 2018

Maratona de Santiago 2018
Foto oficial pré-prova na frente do hotel
Nossa largada era mais cedo que a da meia-maratona. Eram uns 10 minutos de caminhada até o curral de largada. E ali, sem eu perceber, minha prova começou.

(Luiz Fernando Pateta)

Conheci o Pateta há pouco mais de 1 ano, mas a admiração e o respeito por ele parecem vir de décadas. A maratona de Santiago era a 30ª dele. Não era a 3ª, nem a 10ª. Era a 30ª. É muita experiência, muita rodagem, muito conhecimento acumulado. 

Mas a 30ª era também uma incógnita, porque ele se preparou e correu com “um joelho só”. Teve que adaptar sua preparação e seu ritmo devido a uma lesão bem séria, que faria 95% dos corredores comuns ter desistido da prova. Honestamente, não sei como ele fez... Talvez seja um extraterrestre. Mas esse é um tema à parte. 

Fato é que naqueles 10 minutos de caminhada, e nos quase 30 que se seguiram no curral de largada, ele estava ali para mudar minha prova. Sua generosidade em relação a mim é indescritível. Emociona. Tenho certeza que um dos fatores que o motivou a manter a viagem e correr a prova foi não me deixar sozinho no desafio dos 42 km.

Com muita naturalidade, como se estivéssemos no Aterro do Flamengo nos preparando para um trote de 10 km, foi conversando amenidades, contou “causos” da vida, falou de assuntos gerais... E de vez em quando intercalava nisso tudo algumas recomendações específicas para a prova. 

Aquele processo simplesmente afastou todo e qualquer nervosismo ou ansiedade meus. Eu seguia bem concentrado, mas com espírito muito leve. Não sei se ele conduziu as coisas assim de propósito ou se para ele era simplesmente mais uma maratona... A 30ª... Mas o fato é que fez toda a diferença!

Quando dei por mim, faltavam 2 minutos para a largada. Relógio conferido, géis, aquecimento mais intenso das pernas e... Às 8h em ponto, 3 aviões rasgam o céu em cima de nós soltando fumaças vermelha, branca e azul, simbolizando a bandeira chilena. Muito bonito e uma injeção de adrenalina na veia. Imediatamente dispara-se o cronômetro e a prova começa. E aí novamente o Mestre me surpreende.

Ele indicava todo o tempo que deveríamos começar conservadoramente. Mas quando o jogo começou, ele enfiou o pé no acelerador. Talvez tenha sido o instinto de quem já fez maratona em pouco mais de 3h. Eu tinha firme na cabeça a ideia de fazer os primeiros 10 km com pace de 6’. Não podia sair queimando a lenha de cara, especialmente porque sabia que o momento mais crítico da prova (entre os km 20 e 30) concentrava os maiores aclives do percurso.

Por outro lado, eu não podia desperdiçar a companhia dele. Lembrei-me dos treinos longos sozinho, do sofrimento que foram... E paguei para ver. Livres do trânsito do primeiro quilômetro, fizemos o segundo em 5’24”. Assustei-me um pouco e cogitei deixá-lo ir. Mas antes de eu decidir qualquer coisa, ele resolveu segurar um pouquinho e reduziu para 5’35”/40”. Achei que esse ritmo eu podia acompanhar mais um pouco antes de tomar alguma decisão.

E assim seguimos até o km 5, quando havia o primeiro posto de hidratação. Peguei rapidamente o Gatorade e a água e segui, mas nesses poucos segundos, me perdi dele. Lamentei muito na hora, e diminuí um pouco o ritmo, olhando reiteradamente para trás para tentar encontrá-lo (ele tinha parado na hidratação um pouco atrás de mim). Fui assim por uns 400 m/500 m... Até que numa das viradas de cabeça, o vi uns 10 metros atrás. 

Percebi ali que ele queria que eu seguisse sozinho. Mesmo sem cruzarmos o olhar, foi claro para mim que ele esperava que a partir dali eu fizesse minha prova. É difícil explicar, mas talvez seja como um pai quando manda o filho para a escola de ônibus sozinho pela primeira vez. 

Ele podia ir comigo, mas considerou importante para o meu crescimento que eu vencesse sozinho daquele ponto em diante. E essa percepção me deu uma tranquilidade e uma confiança imensas. Dali para frente não olhei para trás mais nenhuma vez. Eu sabia que, se algo desse errado, ele chegaria até mim em poucos minutos e, como um pai, me carregaria novamente. Só que eu faria de tudo para isso não ser necessário.

(A Prova – continuação da Maratona de Santiago)

Eu estava chegando apenas ao km 6, mas sentia a prova encaixada e facilidade em manter um ritmo de 5’40”/45”. Minha estratégia de prova era dividi-la em quatro trechos de 10,5 km, e a geografia do terreno colaborava bastante para isso:
  • Primeiro trecho eminentemente plano;
  • Segundo trecho com inclinação leve em subida:
  • Terceiro trecho com a maior inclinação de subida;
  • Parte final em declive. 
Essa estratégia se manteria inalterada, mas com o início de prova que o Pateta liderou e a desenvoltura que eu estava conseguindo até então, reajustei mentalmente os ritmos médios almejados para esses quatro trechos e fui.

A partir daí tudo seguiu no automático. Naturalmente parei de pensar nos 42 km e o mindset se voltou à meta por km. Eu sabia os limites mínimo e máximo que deveriam me nortear em cada km. Assim havia cumprido meu objetivo na maratona do Rio 10 meses antes. Muita concentração, muito foco, a cabeça ficando gradativamente mais forte, os ritmos reajustados sendo cumpridos quilômetro a quilômetro. 

A temperatura não foi fria como eu imaginei durante a preparação, mas eram pelo menos 10° C a menos que em meus treinos no Rio. Uma diferença brutal, que com certeza me ajudou demais... 

A participação das pessoas nas calçadas durante todo o percurso foi outro fator extremamente positivo e motivante. Eu fiz questão absoluta de retribuir com aplausos cada espectador que gritava palavras de incentivo ou aplaudia. Fiz isso em todo o percurso e a cada vez me energizava bastante.

No km 31, quando terminava a última subida e começava o trecho em declive numa curva, havia muita gente concentrada. Quando cheguei ali, tive a mesma sensação que tive ao descer da Niemeyer na Maratona do Rio. Nada mais daria errado. Minha prova estava entregue. Era apenas uma questão de “levar o carro para casa”, como se diz na gíria da F-1. 

Com esse sentimento, e vendo toda aquela gente ali, simplesmente me deu vontade de agradecer muito àquelas pessoas e devolver toda aquela energia. E aí fui eu quem puxou as palmas... E esse acabaria sendo o momento mais marcante da maratona para mim. Minhas palmas para eles os acenderam, e eles começaram a aplaudir bem alto e a gritar
“Rauuuuul”, “vamos, Rauuuuul”
e várias outras frases de incentivo. Deve ter durado 15s ou 20s. Mas foi simplesmente mágico. Não tenho outra palavra. Jamais esquecerei a sensação.

Dali em diante eram 11 quilômetros, e surpreendentemente, eu tinha gás para apertar o passo e rodá-los a 5’35”/45”. Claro que as pernas começaram a doer um pouco, a ansiedade de chegar logo foi aumentando, a concentração ameaçava dar umas escapadas... Mas eu de verdade me sentia “no controle”. 

Nessa altura eu já me pegava projetando a chegada, imaginando o que eu ia sentir, se haveria alguém me esperando passar, em que tempo eu conseguiria fechar – eu saí do Brasil com a meta de 4h12’ como o mais otimista dos cenários. Mas esperava completar, realisticamente, em algo perto de 4h20’, e preparado mentalmente para um pior cenário de 4h25’/30’. Era um intervalo bem alto, mas em 42 km tanta coisa pode acontecer... 

Eu não conhecia o percurso, não tinha a dimensão exata do quanto a temperatura influenciaria no tempo total... Mas a realidade é que durante esse quarto trecho da prova, eu vi que era muito possível terminar abaixo de 4h10’, e usei isso como combustível para não pensar em cansaço ou em afrouxar o ritmo.

Faltando 2 km, a euforia começou a tomar conta. Lembrei os treinos regulares perto de casa, pensando no que representavam 2 km... Um nada... É a distância de quando faço a curva no Leme para voltar até meu prédio. Eu apertei o passo, mas o tempo parecia não andar. Parecia que aqueles 2 km não acabariam nunca... E de repente passo a placa de 41 km e vejo meu relógio marcando 3h59’ de prova... Pensei:
“Caramba, fazer sub4 um dia não é impossível.”
Fiquei orgulhoso do que estava conquistando. E feliz de constatar que o trabalho tão duro nos treinos estava sendo generosamente recompensado.

E mais alguns metros se passaram até que, de longe, visualizei o pórtico da chegada. Comecei a olhar para os lados tentando achar algum dos companheiros de jornada, e pouco depois ouvi um grito forte do amigo Tadeu, seguido de outros de incentivo da Tia Sylvinha. Ao seu lado o Cid, aplaudindo com sua tradicional classe de lorde. 

Ali tudo explodiu e soltei aquele grito que vem do fundo da alma... Aquele que fica maturando durante os 3 ou 4 meses de preparação... 
Maratona de Santiago 2018
E só sei o que aconteceu nos metros finais porque o Tadeu, meu tremendo irmão, fez o último minuto da prova comigo, incentivando, filmando e parabenizando. 
Maratona de Santiago 2018
A metros da chegada
Estava feito. 4h05’47”. Muito melhor que minha mais otimista expectativa.

No curral de recebimento da medalha, eu e Tadeu nos separamos. Passei pela dispersão e, logo ao sair do portão, encontrei Gi e Pati (inseparavelmente enrolada na bandeira do Brasil), ambas com sorriso largo e muito felizes com a bela prova que tinham feito. E, agora, felizes também pela minha chegada.

Voltamos então para o ponto onde estavam Tadeu, Cid e Sylvia quando eu passei, para esperar a chegada do Mestre Pateta. 
Maratona de Santiago 2018
Celebrando as conquistas...
Ficamos ali por algum tempo e ele não passou... Será que tinha sentido o joelho? Fiquei levemente apreensivo. Esperamos um pouco mais. Nisso a Pati olhou o relógio e disse: “4h40 de prova, com certeza ele já passou”. E então “lembrei” que estávamos falando do Grão-Mestre. É evidente que ele já tinha passado.

Voltamos então para o hotel e batemos no quarto dele... Ele já estava de banho tomado e perguntando por que a gente tinha demorado tanto. Com “um joelho só”, ele tinha conquistado a 30ª, sem sobressaltos.

Que corredor é esse? Só me restou abraçá-lo, reverenciá-lo e agradecê-lo pelos 40 minutos e 5 km que mudaram a estória da minha segunda maratona.

Pós-prova

Depois disso, restou a celebração...Fomos almoçar no Patio Bellavista, um complexo super agradável com vários bares e restaurantes e atmosfera bem animada. Comemos e bebemos muito bem, mudamos de bar, rimos, brincamos. 
Maratona de Santiago 2018
Celebrando com o Mestre no Patio Bellavista
Criamos as memórias finais de uma jornada, para mim, absolutamente inesquecível. A empreitada foi fechada com chave de ouro. Valeu cada gota de sacrifício”.
Raul Süssekind

Ai, ai, ai... Primeiro, como sempre, tenho que dar parabéns ao Raul por completar a Maratona de Santiago. Eu nunca fiz a maratona, mas fiz a Meia Maratona de Santiago em 2013. Realmente, a participação das pessoas nas ruas é fenomenal.

Além dos parabéns pela Maratona de Santiago, também tenho que dar parabéns pelo texto. Cara, quando recebi e li, confesso que chorei, principalmente na parte do "Pateta". Muito bonito e emocionante MESMO!

Muito obrigada, Raul, pela disponibilidade em escrever sobre a sua experiência na Maratona de Santiago 2018. Tenho certeza de que seu relato motivou muitas pessoas a participarem dessa prova!

E você, querido leitor? Gostou do relato do Raul? Acha que a participação das pessoas nas ruas motiva você na corrida? Escreve aqui nos comentários! Vamos adorar saber o que você acha do assunto!

Espero que tenha gostado. Agora que o BEDA acabou, voltamos à nossa programação normal de posts às quartas e aos domingos. Sendo assim...

Até domingo!

Um super beijo,

Carolina

Para ler mais sobre provas maneiras que amigos correram confira no


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Sobre o Autor:
Carolina Belo Sou Carolina Belo, Bióloga e Turismóloga. Busco sempre ser feliz e ver o lado positivo de tudo o que acontece na vida. Gosto de viajar e participar de corridas pelo mundo.

5 comentários:

  1. Simplesmente espetacular o relato da experiência desde a viajem até o encontro com o "super humano" Pateta, do qual também sou um fã. Toda experiênia, sensações e sentimentos vividos durante a maratona foram tão bem relatadas com tamanha paixão que me vi no corpo do autor. Obrigado Raul por compartilhar a sua experiência conosco e obrigado Carolina Belo por tornar pública histórias fantásticas como essa.

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    Respostas
    1. Oi Edimilson, o Raul foi realmente preciso na descrição de suas experiências! E conseguiu envolver a gente nela de uma forma impressionante! Foi incrível mesmo...
      Muito obrigada pelo seu comentário!
      Abraços,
      Carolina

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  2. Mas o que é isso? Raul, além de ser um atleta dedicado e disciplinado ao máximo, agora descubro que tem um grande talento literário. Um texto tão bem escrito que nos captura a atenção desde o primeiro parágrafo. Talento de escritor e jornalista. Tá na profissão errada. Obrigado por nos brindar com esse relato empolgante, emocionante e, principalmente, motivante. Quem ler vai ficar com vontade de ser maratonista, com certeza. Parabéns, meu amigo!

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    Respostas
    1. Oi Denilson, foi realmente um post muito bem escrito! Parabéns, mais uma vez, ao Raul. E muito obrigada pelo seu comentário!
      Abraços,
      Carolina

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  3. Gente...que texto maravilhoso! O relato realmente prende a nossa atenção e nos faz querer saber o que acontece em seguida rsrs. Tbm fiquei super emocionada com a história do Pateta...deu vontade de conhecer o Raul, o Pateta e Maratona de Santiago rsrs

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Obrigada pela visita. Fique à vontade para dizer o que achou do post... Seus comentários são super bem-vindos... Um super beijo...

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