09 agosto 2018

Fiquei doente e agora? Devo viajar de avião?

Olááá! Tudo bem? Hoje o assunto é saúde. Na verdade, saúde para viajar. Quando vamos planejar uma viagem, na maioria das vezes, o fazemos com antecedência. E nem sempre imaginamos ter algum problema de saúde antes da mesma que nos impeça de ir. Só que pode acontecer. E se acontecer? O que fazer? Embarcar? Cancelar? Posso viajar de avião doente? Vamos conversar um pouco sobre isso...
Como viajar de avião doente

Eu nunca tinha pensado nisso!

Pois é, eu também. Até que resolvi dar de presente para meus pais uma viagem à Itália. Tudo comprado. Tudo organizado. Só que, faltando um mês para irmos, meu pai teve um AVE (acidente vascular encefálico).
Ah, beleza! Vamos intensificar a fisioterapia, colocá-lo na acupuntura, trabalhar na piscina. Vai dar tempo de se recuperar.
Isso foi a minha mente doentia que falou. Na verdade, as coisas não foram bem assim...

E aí, comecei a pensar como seria viajar para algumas pessoas que tinham alguma doença crônica ou ocasional...

Fiquei doente e agora... Devo viajar de avião?

Devemos sempre lembrar que o ambiente da aeronave é mais seco do que o normal e também tem uma pressão diferente da normal. E isso pode fazer muita diferença para certas enfermidades... 

No caso de algumas condições de saúde, as companhias aéreas exigem o MEDIF (Medical Information Form), um formulário com informações médicas do passageiro. 

O MEDIF deve ser preenchido pelo médico do viajante e enviado à companhia aérea em um prazo estipulado. Cada companhia aérea tem um prazo diferente. Então, verifique no site da companhia aérea que você vai viajar qual é o seu. 

Após a análise do formulário, a empresa pode emitir um parecer que certifica a aptidão ou não do passageiro, e se há necessidade de uso de algum equipamento especial, como uma maca, por exemplo. 

Em casos de fratura ou uso de gesso, o envio do MEDIF é uma exigência das companhias aéreas. Geralmente, quem está com gesso acima do joelho não voa... Tudo por conta do espaço nas aeronaves, uma vez que o engessado precisaria viajar de maca (e nem sempre é possível)...

Uma outra recomendação é que quem estiver com otite deve adiar a viagem. Eu não segui essa recomendação quando voltei do Egito em 2011 (na verdade, eu nem sabia disso!). Tinha estourado o tímpano e estava com otite, mas vim “em oração” para que nada acontecesse de ruim.

Na verdade, eu não sabia que tinha estourado o tímpano, mas imaginava a questão da otite. Tanto que comprei um antibiótico para tomar e fiz um “pedido especial a Deus” para que nada acontecesse. Até prometi que assim que chegasse ao Brasil, eu iria à emergência (para quem detesta ir ao médico, isso era realmente uma boa promessa, he he he). 

Quem sofre de diabetes tipo 1 também precisa ter atenção... Afinal, a administração de insulina para esse tipo de enfermidade é obrigatória, né? Uma dica principalmente para quem vai viajar para o exterior é levar uma quantidade de insulina maior que a normal. Afinal, a compra pode ser complicada e, caso haja um imprevisto (atraso de voo, por exemplo), a pessoa não fica sem.

O ideal também é levar na mala de mão. Aí vem a pergunta:
Como levar insulina na mala de mão, se líquidos acima de 100 ml não são permitidos? 
Para isso, é preciso obter a declaração do endocrinologista, atestando a doença, o conteúdo e as quantidades que serão transportadas.

Ficou com curiosidade sobre a relação de outras enfermidades e viagem de avião? Existe uma cartilha chamada “Doutor, posso viajar de avião?” que pode ajudar. Ela foi elaborada pelo Conselho Federal de Medicina em conjunto com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É só fazer o download e sanar as dúvidas!

E você? Já tinha pensado sobre isso? Conte aqui nos comentários... Vou adorar saber...

Até amanhã. 

Um super beijo, 

Carolina
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Sobre o Autor:
Carolina Belo Sou Carolina Belo, Bióloga e Turismóloga. Busco sempre ser feliz e ver o lado positivo de tudo o que acontece na vida. Gosto de viajar e participar de corridas pelo mundo.

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