domingo, 13 de março de 2016

Egito, um sonho de vida...

Mas que não foi tão sonho assim...

Olááá! A semana que passou fez com que eu lembrasse a minha viagem ao Egito três vezes: a primeira foi a foto que postei no Instagram no dia relativo ao tema “viagem” do projeto que estou participando (#thefabulousproject da @sernaiotto), a segunda foi uma reportagem publicada na “Isto é Dinheiro” falando que os turistas estão evitando as pirâmides e a terceira foi a fala de um colega de trabalho que disse que o sonho dele era conhecer a Esfinge. Por isso, adivinhem? Vou falar sobre o Egito hoje, he he he he... O meu sonho de viagem, o meu sonho de vida e que não foi a perfeição na primeira vez que fui... Vamos lá?

Quando estudei sobre o Egito na quinta série do primeiro grau, ou seja, há muitos séculos uma vez que agora seria o equivalente ao sexto ano do ensino fundamental, eu simplesmente fiquei apaixonada pela cultura daquele povo. Minha alma viajante, apesar de não ser tão aflorada naquela época, já manifestou o desejo de conhecer esse local com tanta história e com tanto mistério.

Bom, esperei por dezoito anos para conseguir realizar esse sonho. Nesse meio tempo, li e estudei MUITO sobre o Egito Antigo. Fui “apresentada” a um Faraó magnífico chamado Ramsés II e à sua esposa querida Nefertari e fiquei encantada com o templo que ele mandou construir para ela: Abu Simbel... Então, além de conhecer as pirâmides e a Esfinge, eu queria conhecer também esse templo especial.


Ramsés II e Nefertari
Abu Simbel
Conversando com uma amiga que trabalhava comigo, a Marta, resolvemos ir. Olha que fantástico!!! Eu iria conhecer essa terra tão amada! E assim foi... Nas nossas férias escolares de julho, partimos... Fomos por pacote, afinal, era a minha primeira viagem ao exterior e eu não entendia nada e não queria correr riscos. Então, seria assim: sete dias no Egito pelo pacote oficial mais cinco dias livres, sem pacote, para esperar começar o pacote de sete dias na Grécia. Cara, vinte dias longe de casa. Eu nunca tinha passado por isso. Então, vamossssssss...

Nosso primeiro passeio foi justamente conhecer as pirâmides. Diferentemente da segunda vez que visitei o Egito e do que disse a reportagem da Isto é, que citei na introdução, o local estava abarrotado de gente!!!!! Não dava nem para apreciar direito e tirar as tão queridas fotos. Estar ali, ao lado da Esfinge, foi algo muito surreal. Ela tem até rabinho, gente!!!!! Eu nem tinha pensado sobre isso antes (quando eu achar a foto, eu atualizo aqui!!!).


Esfinge e Pirâmides do Egito
Com a entrada! Sonho quase realizado

Esfinge e Pirâmides do Egito
Nos degraus em que era permitido subir...

Pirâmides do Egito
Esfinge e Pirâmide de Quéops...
Em seguida, almoçamos e fomos conhecer uma fábrica de papiros. Esse tipo de programa é a cilada que as empresas aplicam nos turistas, para que eles gastem comprando as coisinhas. Foi legal ver como faz e tal, mas não comprei nada não... Também fomos a uma fábrica de perfumes, sendo que eu tenho problemas com cheiros... Fico enjoada. Então, foi péssimo. Terminamos no Museu do Cairo. Gente, que tristeza que é aquilo... A maioria das peças fica sem proteção. Qualquer um pode tocar e, se quiser, estragar... Uma pena...

Esfinge
Do lado de fora do Museu do Cairo. Sendo que na segunda vez que fui, tiramos fotos dentro e ninguém reclamou...

No dia seguinte, tivemos o dia livre (ficamos na piscina do hotel) e à noite, fomos passear de barco e jantar pelo rio Nilo.


Rio Nilo
Jantar no barco no Rio Nilo...
Acordamos cedo e fomos ao aeroporto para pegar um voo para Luxor, onde começaríamos o cruzeiro pelo Nilo. O voo chegou muito cedo e a nossa cabine ainda não estava disponível. Então, o guia nos levou direto para o passeio pelo Templo de Karnak. Como ainda não era uma viajante experiente, a minha mala de mão não era ideal para deixar no barco fora da cabine (estava sem cadeado e tinha computador e um monte de coisas). Então, o jeito foi levar junto aquele trambolho. Também não tivemos tempo de trocar de roupa, que, por sinal, não estava adequada para andar debaixo de um Sol absurdo (era só para enfrentar o frio do avião)... Gente, eu estava me sentindo meio mal e acho que o Sol foi agravando esse estado. Aí começava o drama de Carolina Belo no Egito.


Egypt Air
Egypt Air...

Templo de Karnak
A moleza já estava começando a se manifestar...

Templo de Karnak
Força um sorrisinho aí... Observem esse colar. Em breve, terei uma história com ele...

Templo de Karnak
Templo de Karnak

Templo de Karnak
A alameda dos Carneiros...

Templo de Karnak
Colunas impressionantes em Karnak

Também fomos conhecer o Templo de Luxor...


Templo de Luxor
Olha o Ramsés II aí gente!!!
Karnak
Mais Ramses II
Quando o passeio pelo templo acabou, fomos levadas de volta ao barco. Bom, eu não disse antes, mas a gente estava sendo completamente roubada nesse país, pois tudo tinha que dar gorjeta e tinha que ser em Dólar. Eu penso da seguinte forma: não é porque você está viajando que você está cheia de dinheiro e pode ficar gastando alucinadamente. Ninguém sabe o que a pessoa passou antes e as coisas que ela teve que abdicar para poder ter o dinheiro para viajar. Então, não acho certo você ser obrigada a dar dinheiro para tudo na viagem e muito menos ter um valor estipulado. Pois bem, explicado o meu pensamento, posso contar uma das coisas mais bizarras que vivenciei lá... Sabíamos que o guia ia querer que pagássemos a “propina” para o motorista do carro. Então, falei com Marta: “você sai, eu jogo 1 Lira (que era absolutamente nada) e saio do carro também”. E isso foi feito... Quando o motorista viu o $, ele começou a esbravejar, mas a gente já estava descendo a rampa de acesso ao barco. Foi aí que a bizarrice aconteceu. Estão lembrados do colar de hematita que citei na legenda de uma das fotos né? Pois bem, ele simplesmente estourou sozinho e todas as contas caíram. Eu ainda tentei segurar algumas, mas pensei: “pode ser a energia do motorista, já que a hematita funciona como um filtro energético” e joguei no chão todas as que tinha segurado. Passamos o dia no barco que ainda estava atracado e, à noite, fomos assistir ao show de Luzes no Templo de Karnak.


Templo de Karnak
Show de Luzes em Karnak
No dia seguinte, ainda estava sentindo-me fraca, mas tínhamos o Templo de Hatshepsut e depois o Vale dos Reis. Eu não ia perder, né? Lá fomos nós...


Deir El Bahari, Hatshepsut
Deir El Bahari, da Rainha Hatshepsut
O Vale dos Reis é um vale em Luxor (antiga Tebas) onde, por um período de quase 500 anos entre os séculos XVI-XI a.C., tumbas foram construídas para os faraós e poderosos nobres do Império Novo (da XVIII até a XX dinastia do Antigo Egito), ou seja, Ramsés II também pegou esse local, mas quando fomos, só estavam disponíveis para visitação a tumba de Ramsés III e Ramsés VII .


Vale dos Reis
No Vale dos Reis...
À tarde, começamos a navegar. Eu entrava na cabine e começava a ter enjoos. Então, ficava a maior parte do tempo na parte de cima do barco, sentindo o calor do local e buscando um vento, he he he he... No jantar, enquanto todos saboreavam doces finos e gostosos, eu comia frutas, pois não me sentia bem...


Cruzeiro no Nilo
SOPAAAAA, Como assim?????

Cruzeiro no Nilo
Olha o docinho à esquerda. Perdi...
No dia seguinte, visitamos o Templo do Deus Hórus, o Deus Falcão, lindo! Eu ardia em febre, massss fui. O lugar é muito bonito e vale muito a pena conhecer. Quando voltamos, tivemos o mesmo problema com a gorjeta e o guia meio que falou o quanto tínhamos que dar de gorjeta. Isso já estava me dando nojo.


Edfu
Escorada em Hórus. Vai que ele me passa uma energia, né? Estava necessitada...

Edfu
A saudade do Lambão o que faz...
Após a volta ao barco, partimos para Kom Ombo, um outro templo fantástico. É o único templo duplo egípcio, assim chamado por ser dedicado a duas divindades: um lado do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek, deus da fertilidade e criador do mundo; o outro lado é dedicado ao deus falcão Hórus.


Kom Ombo
Água tônica para tentar melhorar...

Kom Ombo
Templo de Kom Ombo

Kom Ombo Nilo
Mais Kom Ombo
Após esse templo, ficamos na piscina do barco, mas antes fizemos uma reclamação à empresa em relação ao nosso guia. A gente já estava saturada das piadinhas de querer me trocar por camelos e por ficar ditando quanto deveríamos dar de gorjetas para os serviços que já estavam inclusos no nosso pacote. Ele não gostou muito não e veio tirar satisfações com a gente, como se fosse um coitadinho. Aff...

À noite, a situação ficou crítica. Eu já não aguentava mais, estava muito mal e, principalmente, estava quase certa de que morreria naquela viagem. Tanto que gravei uns vídeos de despedida para que Marta mostrasse para minha mãe quando ela voltasse ao Brasil. Sente o drama...




Onde está o glamour? Só isso que eu me pergunto... Ha ha ha ha...




Naquela época, ainda não havia Whatsapp e eu não sabia que o Skype era fantástico mesmo comprando créditos para ligar para o telefone fixo daqui de casa. Então, eu mandava mensagem para minha amiga Priscila e ela passava as notícias para minha mãe. Bom, como eu ia morrer mesmo, naquela noite, eu decidi ligar do telefone do barco. Acho que se eu fosse a minha mãe, eu me bateria muito quando voltasse para casa, pois, o que ela poderia fazer? NADA! Só a deixei preocupada e à toa... Fiquei viva! E ainda estou, ufa, não é um fantasma que vos escreve...


Aí eu piorei. Tanto que tivemos que chamar um médico. Ainda bem que tínhamos o seguro saúde... Ele veio e me deu uma injeção. Eu pedi que fosse no braço, mas ele insistiu para que fosse nas nádegas. Eu não sabia se era assim mesmo ou se o médico era um tarado. Enfim, ele aplicou a injeção onde ele queria. Depois que ele foi embora, subi para a parte aberta do barco para tomar um ar e não conseguia me manter acordada. Era um sono absurdo. Marta me levou para a cabine e eu apaguei.

No dia seguinte, fomos até o aeroporto de Aswan (Assuan) e pegamos um voo para visitar o templo de Abu Simbel, simmmmm, o templo que queria conhecer. Abu Simbel é um complexo arqueológico egípcio que se situava próximo ao lago Nasser, que foi originado a partir da construção da represa de Aswan. Entretanto, com os riscos de inundação dos templos, nos anos 1960, a UNESCO deslocou os monumentos, fazendo com que as bases da montanha do local fossem cortadas e transportadas para o cume, evitando o alagamento das obras. Ainda bem que esse templo não foi perdido.

Aí eu conto o segredo: eu estava tão dopada com a injeção que eu não me lembro de absolutamente nada desse templo... Olha que ironia do destino... Eu sei que fui, porque apareci nas fotos, massssss não me lembro de quase nada... Então, fiquem com as fotos, he he he...


Abu Simbel
Essa sou eu, esperando o voo para o meu templo amado...
Abu Simbel
Uma pena que não me lembro de nada...

Ramsés II
Estátuas representando Ramsés II
No retorno a Aswan, fizemos um passeio de barco ao redor das Ilhas do Jardim Botânico e ao Mausoléu de Agha Khan, o túmulo do sultão Mahommed Shah, Agha Khan III.


Represa de Aswan
Passeio de barco típico.

Mausoléu Agha Khan
Mausoléu de Agha Khan
No dia seguinte, fomos conhecer uma vila de Núbios e visitamos a represa de Aswan e o Templo de Philae. Mas essa parte eu conto no próximo post, pois hoje já escrevi bastante. 

Nossa, foi fantástico relembrar essa visita ao Egito. Espero que vocês tenham gostado também...

Até quarta-feira

Um super beijo

Carolina 

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Sobre o Autor:
Carolina Belo Sou Carolina Belo, Bióloga e Turismóloga. Busco sempre ser feliz e ver o lado positivo de tudo o que acontece na vida. Gosto de viajar e participar de corridas pelo mundo.

2 comentários:

  1. O Egito para nós também é um sonho de vida visitar o país só ainda não fomos pois nos últimos anos a insegurança aumentou. Vamos esperar que melhore.

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    Respostas
    1. Pois é Christian, depois desse primeiro perrengue e de ter estourado o tímpano na minha segunda tentativa de conhecer o Egito, cheguei à brilhante conclusão de que é melhor eu não voltar mais. Somado ao que você disse sobre a segurança, quem sabe em um outra vida, né? Mas tomara que tudo melhore para que vocês possam conhecer ao vivo...
      Abraços,
      Carolina

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