domingo, 20 de novembro de 2016

Museu Casa do Pontal

O mais importante museu de arte popular do Brasil

Olááá! Tudo bem? Esses dias, visitei um local de que já tinha ouvido falar, mas nunca tinha tido a oportunidade de conhecer. Fui com alguns colegas da escola levar um grupo de alunos ao Museu Casa do Pontal. Foi uma visita bem interessante e é sobre esse museu que falarei no post de hoje. Ele é uma opção de passeio para ser feito no Rio de Janeiro...
Como já citei ali em cima, ele é considerado o mais importante museu de arte popular do Brasil e está localizado no Recreio dos Bandeirantes, aqui no Rio de Janeiro. São obras de mais de 200 artistas que variam entre bonecos, entalhes, modelagens e mecanismos articulados. Os materiais usados nessa produção são barro, madeira, tecido, areia, ferro, alumínio, miolo de pão, palha e arame.

Um pouco da história do Museu...

O acervo foi reunido por Jacques Van de Beuque, que também construiu a sede do museu. Ele se formou em Belas Artes em Lyon, na França. No entanto, chegou ao Brasil após a Segunda Guerra Mundial, e passou a trabalhar como designer de exposição para grandes empresas. Fixou residência no Rio de Janeiro, mas, devido ao trabalho, viajava frequentemente. Por conta disso, conheceu a arte de origem popular e começou a adquiri-las. A parir daí, deu início à sua coleção.

Foram mais de 40 anos de aquisição dessas peças. Para isso, visitou vilas e povoados e estabeleceu amizades com muitos artistas. Entre os exemplares do Museu estão bonecos de Mestre Vitalino, Zé Caboclo, Noemisa, Antonio Porteiro, Adailton Lopes e Mestre Didi.

A parte externa do Museu Casa do Pontal


Ao chegar, o visitante já se impressiona com os jardins do Museu Casa do Pontal. Eles se estendem por uma área de 5.000 m² (imaginaaaa!!). A intenção era que os jardins promovessem uma perfeita integração entre a vegetação, as galerias do museu e a reserva ecológica da Pedra Branca.
Museu Casa do Pontal
Orquídeas no Jardim...

Museu Casa do Pontal
Uma parte do jardim... 
Museu Casa do Pontal
Mais um pouco do jardim...
Há uma loja e uma cafeteria nas dependências do Museu. Eu, claro, não podia deixar de experimentar um salgado com mate...


Museu Casa do Pontal
Lanchinho antes de a visita começar!

O Museu Casa do Pontal

Museu Casa do Pontal
Entrada do Museu.
As peças estão organizadas em setores temáticos:

Profissões

É o início da visita. Aqui são encontradas muitas obras de Mestre Vitalino e Noemisa Batista dos Santos. O primeiro é um ícone da arte popular. Ele começou sua arte bem cedo, aos 6 anos de idade, em Pernambuco. Sua mãe fazia panelas de barro e ele pegava um pouco da sobra para fazer bonecos e animais. Ao ajudar a mãe a vender as panelas na feira, ele começou a vender também suas peças. Como não sabia ler e escrever, passou a contar a historia através da arte com o barro. Morreu de varíola, em 1963, com 53 anos.

Já Noemisa Batista dos Santos é uma ceramista de Caraí, cidade localizada no Vale do Jequitinhonha, MG. Seus desenhos nas peças são, geralmente, florais. Também aprendeu a arte do barro com a mãe. Assim como Mestre Vitalino, não fazia cerâmica utilitária (panelas, jarras, filtros e potes). Ela gostava de retratar a vida cotidiana.


Vida Rural 

Saindo do espaço “profissões”, entramos no mundo da “vida rural”. Cenas tradicionais do campo, como carros puxados por boi, são encontradas aqui. Há até uma maquete que simula a produção de farinha.

Ciclo de Vida 

Deixamos a “vida rural” e passamos para o “ciclo de vida”. Nessa parte, há peças que retratam o nascimento, o parto, as brincadeiras de meninos, as brincadeiras de meninas, a escola, os sacramentos, os encontros, o baile, o casamento, as comemorações e a morte.

Brasil – Festa Popular

Em seguida, passamos para as peças que retratam as festas populares. Há painéis com explicações sobre tais festas como o Bumba meu boi, o Cavalo marinho, o Reisado, o Maracatu, a Cavalhada, o Pau de Fita, o Coco, a Chegança, a Folia de Reis, a Dança de São Gonçalo, o Moçambique, o Jongo, a Congada, a Ciranda e o Calango.

Jogos e Diversões

Aqui, são exibidas peças relacionadas ao circo e aos jogos populares. Havia uma geringonça retratando os diversos personagens do circo. Mas... O que é uma geringonça? A geringonça é um tipo de máquina de fabricação caseira, inventada por alguns artistas para dotar de movimento suas criações. Em sua confecção são utilizados diversos materiais, como peças e engrenagens industrializadas, arames, fios e quaisquer outros produtos que possam contribuir para a criação de um sistema que permita a articulação das figuras e personagens. 

Areias e Bichos

Sabe aquelas garrafinhas que são muito encontradas nas praias do Nordeste, com areia colorida e um desenho? Essa parte da exposição do Museu é voltada a elas. São diversos tipos, cada um mais legal que o outro. Aqui também são encontradas esculturas de animais.

Carnaval

A última arte que vimos foi o painel animado sobre o Carnaval, utilizando a famosa geringonça! Ela recria os desfiles do Sambódromo, com movimento dos bonecos e samba-enredo de verdade nos alto-falantes. Os alunos adoraram essa parte!

Os setores “Arte incomum”, “Arte erótica”, “Cangaço e História do Brasil” e “Religião e ex-votos” não foram percorridos pelos alunos. No entanto, acho que foi até melhor assim, porque eles estavam muito agitados. Se observar as obras relativas ao namoro e ao parto (no “Ciclo de Vida”) já foi motivo de muito sussurro e historinha, imagina ver a arte erótica...

Ficou interessado em conhecer o Museu Casa do Pontal?

Ele funciona de terça a domingo (e feriados) de 9h30 às 17h.

É preciso pagar um ingresso tanto para a exposição permanente quanto para a temporária. Para a primeira, atualmente (novembro), o ingresso está R$ 12,00 para adultos. Já para as exposições temporárias o mesmo custa R$ 4,00. Há a possibilidade de meia entrada para os que são amparados por essa lei (estudantes e idosos).

O endereço é: Estrada do Pontal, 3295. Recreio dos Bandeirantes.

Há um ônibus que passa na rua em frente ao Museu. É o 823 A (Recreio x Vargem Grande). Para pegar essa linha é preciso chegar ao Terminal Terreirão. Isso pode ser feito com o BRT Santa Cruz, Pingo D’água ou Mato Alto (a partir da Alvorada), opção PARADOR. É só descer na Estação Guiomar Novaes e chegar ao Terminal Terreirão para pegar a linha 823 A.

Também há a opção para quem vai da Zona Sul de pegar a Integrada 9 no Rio Sul. Ela para no Terminal Terreirão e será necessário pegar o 823 A lá.

Importante: Fotos não são permitidas no interior do museu. Olha que tristeza. Você já estava até achando estranho a falta de imagens, né? Bom, mas isso pode ser um agente motivador para que você decida visitar o museu. Assim, você “vê com seus próprios olhos”. Além disso, o Museu estará mudando sua sede para a Barra da Tijuca (já há um projeto em andamento). Então, quanto antes você for, melhor. Afinal, é uma forma de conhecer a estrutura original dele.


Museu Casa do Pontal
Saída da parte interna do Museu...
Museu Casa do Pontal
Manacá ao fundo, mais uma parte do jardim...
Espero que tenha apreciado a visita.

Até quarta-feira...

Um super beijo

Carolina



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Sobre o Autor:
Carolina Belo Sou Carolina Belo, Bióloga e Turismóloga. Busco sempre ser feliz e ver o lado positivo de tudo o que acontece na vida. Gosto de viajar e participar de corridas pelo mundo.

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