15 janeiro 2020

Ilha de Paquetá, Rio de Janeiro: o que fazer na Ilha dos Amores?

Olááá!  Tudo bem? No domingo fizemos um passeio em Paquetá e eu me dei conta de que nunca falei sobre a “Ilha dos Amores” por aqui. Então, vamos conhecer um pouco sobre a Ilha de Paquetá...
A Ilha de Paquetá está localizada na Baía de Guanabara e faz parte do arquipélago de Paquetá com 13 ilhas. Por ser a maior ilha desse arquipélago, com 8 quilômetros de perímetro, é a mais visitada.
Ilha de Paquetá Rio de Janeiro
Ela tem um formato que lembra um “oito” e contém 12 praias. Algumas estão próprias para o banho, uma vez que a ilha está situada em uma parte da Baía de Guanabara que recebe as águas que vêm do oceano.

Paquetá é um bairro do Rio de Janeiro. Sua ligação oficial com a cidade é feita através das barcas que partem do centrinho da ilha e chegam à Praça XV.
Ilha de Paquetá Rio de Janeiro
Estação das barcas na Ilha de Paquetá


Um pouco da história da Ilha de Paquetá

A Ilha de Paquetá era composta por duas sesmarias que foram dadas após a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro. A parte norte da ilha coube a Inácio de Bulhões e a parte sul a Fernão Valdez.
Ilha de Paquetá Rio de Janeiro
As duas estrelas no Brasão de Paquetá representam as duas sesmarias da ilha.
A parte sul da ilha teve uma colonização mais acelerada, onde se constituiu a Fazenda São Roque. Lá foi erguida a primeira capela da ilha em 1697, a Capela de São Roque, padroeiro de Paquetá. 66 anos depois, foi iniciada a Capela do Senhor Bom Jesus do Monte da Ilha de Paquetá, já na parte norte da Ilha.

A ocupação da ilha aumentou a partir das frequentes visitas de D. João VI. Por isso, uma linha regular de barcas surgiu a partir de 1838. O acesso cresceu após a publicação do romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, publicado em 1844.

Atualmente, estimativas de 2019 do IBGE indicam que a ilha conta com 3945 pessoas (no Censo de 2010 havia 4147 pessoas). 


Passeio a Paquetá, o que ver e fazer na ilha

O passeio a Paquetá é bem interessante. E ele já começa no próprio trajeto. 
Ilha de Paquetá Rio de Janeiro
A barca parte da Praça XV. Cuidado para não confundir com a que vai a Niterói. Elas estão em lados distintos.
Ilha de Paquetá Rio de Janeiro
Ela é confortável e passa, durante os quinze quilômetros que separa a ilha da estação, por pontos bem bonitos da Baía de Guanabara.
Ilha de Paquetá Rio de Janeiro

Ilha de Paquetá Rio de Janeiro
A Pedra Rachada tem uma lenda também. Você conhece?
O desembarque na estação de Paquetá é uma confusão normalmente (exceto quando pegamos a barca das 6h30). 

Você verá um aglomerado de pessoas oferecendo passeios de carrinho elétrico, outras oferecendo papéis de restaurantes (pegue, pois tem o horário das barcas neles) e outros serviços de passeios.

Antigamente, havia passeio de charrete, mas um decreto da prefeitura proibiu seu uso (ainda bem!). 

Caso você não queira fazer esses passeios, à sua direita está a Igreja de Bom Jesus do Monte. Você pode começar a sua visita por ela, enquanto a aglomeração vai se desfazendo...
Igreja de Bom Jesus do Monte em Paquetá

Igreja de Bom Jesus do Monte

É a Igreja Matriz de Paquetá. A primeira capela foi construída em 1763. Já o prédio atual é em estilo neogótico feito em 1900. 
Igreja de Bom Jesus do Monte em Paquetá
Dedicada ao Senhor Bom Jesus do Monte.
Igreja de Bom Jesus do Monte em Paquetá
Na lateral da igreja há uma gruta que jorra uma água que dizem ser benta
Terminada a visita, vamos começar o roteiro de volta à Ilha de Paquetá. Siga em direção à estação das barcas e explore a Praça Pintor Pedro Bruno (que muitas vezes não é nem notada, já que a aglomeração fica toda ali).
Pedro Bruno Ilha de Paquetá
Pedro Bruno nasceu em Paquetá, mas foi estudar na Itália. Ganhou diversos prêmios, mas voltou e tornou-se o zelador do cemitério do bairro. No entanto, acabou virando o zelador da ilha toda. Vamos falar bastante dele neste post.

Assim vamos começar nosso roteiro em direção à parte sul da ilha e depois iremos para norte. Com isso, fugimos da confusão e correria.



Casa da Moreninha

A casinha rosa, em excelente estado de conservação, foi utilizada nas filmagens da novela A Moreninha, exibida pela Rede Globo nos anos de 1970.
Casa da Moreninha Ilha de Paquetá
Ela não está aberta à visitação, mas as pessoas sempre param em frente à casa para admirar a arquitetura.

Seguindo adiante, passamos pelo Iate Clube de Paquetá
Casa da Moreninha Ilha de Paquetá
E mais alguns metros e algumas paisagens bonitas à frente, chegamos ao Farol da Mesbla.
Casa da Moreninha Ilha de Paquetá

Farol da Mesbla

Localizado na Praia das Gaivotas, o Farol da Mesbla é uma torre de quase 9,5 metros de altura.
Farol da Mesbla em Paquetá
Ele está ali porque em frente ao píer do farol encontrava-se um clube para os funcionários da Mesbla. Dessa forma, eles poderiam chegar sem problemas à Ilha de Paquetá durante os períodos de nevoeiro. 
Farol da Mesbla em Paquetá

Cemitério dos Pássaros

O único cemitério de aves da América Latina. Idealizado por Pedro Bruno, conta com 25 lápides para as aves.
Cemitério dos Pássaros em Paquetá
Na parede encontra-se o Painel Poético que contém poesias e letras de músicas que falam sobre aves.
Cemitério dos Pássaros em Paquetá


Parque Natural Municipal Darke de Mattos

Depois de ser uma fazenda de extração de caulim, passou a ser propriedade de Darke de Mattos, um importante empresário do ramo de chocolate (dono da fábrica Bhering). 
Parque Natural Municipal Darke de Mattos
Caverna utilizada na extração de caulim na Ilha de Paquetá

Parque Natural Municipal Darke de Mattos
Em 1999, transformou-se em um parque incrível, cheio de árvores, com uma vista linda da Baía de Guanabara. 
O que fazer na Ilha de Paquetá

O que fazer na Ilha de Paquetá
É isso que você vai encontrar aqui...
O que fazer na Ilha de Paquetá
O Mirante da Boa Vista está sobre um pequeno morro. 
O que fazer na Ilha de Paquetá
Ele possibilita ver uma parte da ilha e, se o tempo estiver bom, a Serra do Mar e o Dedo de Deus. As fotos ficam lindas aqui...
O que fazer na Ilha de Paquetá
Saindo do Parque Darke de Mattos, vamos beirando a Praia José Bonifácio. É lá que tem os pedalinhos coloridos.

Praia José Bonifácio

Ela tem esse nome porque em frente a ela está a casa onde José Bonifácio passou um período de exílio após deixar de ser tutor de D. Pedro II.
O que fazer na Ilha de Paquetá
Casa de José Bonifácio em Paquetá
Ao final da praia, está a Pedra dos Namorados e a Ponte da Saudade. Na verdade, a Ponte deveria se chamar Píer da Saudade, pois ela não é uma ponte, masss...

A Ponte da Saudade recebeu esse nome por causa de um escravizado chamado de João Saudade. Ele costumava ir diariamente ao local rezar para rever sua família que ficou na África. 
O que fazer na Ilha de Paquetá
Ponte da Saudade
Já a Pedra dos Namorados tem toda uma lenda. Pessoas que estão em busca de um amor podem jogar três pedras, de costas, em direção ao topo da Pedra dos Namorados. Se uma delas ficar lá em cima, ela encontrará um amor eterno (mais um dos motivos de Paquetá ser conhecida como Ilha dos Amores).
O que fazer na Ilha de Paquetá
Pedra dos Namorados. Olha o monte de pedras em cima dela...
Continuando a volta à ilha, chega-se à Pedra da Moreninha.


Pedra da Moreninha

A Pedra da Moreninha é o local onde a protagonista do romance A Moreninha ia sempre. Seu acesso é por meio de uma escada.

De lá é possível avistar uma bela paisagem. 

Ela é o ponto mais próximo à Ilha do Brocoió, onde se encontra a residência de verão do Governador do Rio. No entanto, o palácio está bem deteriorado, infelizmente.
Ilha de Paquetá Praia da Moreninha
Bem pertinho da Pedra da Moreninha, está a Praça de São Roque, nossa próxima parada.

Praça de São Roque

São Roque é o padroeiro da Ilha de Paquetá. 

Nessa praça encontram-se:
  • Escola Municipal Pedro Bruno;
  • Capela de São Roque;
  • Coreto Renato Antunes;
  • Poço de São Roque;
  • Casa de Artes Paquetá.

A Escola Municipal Pedro Bruno encontra-se desativada. Antes de ser uma escola, era sede da Fazenda São Roque.
Escola Municipal Pedro Bruno em Paquetá
A Capela de São Roque é bem simples, mas muito bonita.
Capela de São Roque em Paquetá
Ela possui uma pintura de Pedro Bruno bem próxima ao altar.
Capela de São Roque em Paquetá

Capela de São Roque em Paquetá

Capela de São Roque em Paquetá
Na Praça de São Roque acontecem as maiores festas juninas de Paquetá. E o coreto Renato Antunes faz parte da festa.
O que fazer em Paquetá
Ali também está o Poço de São Roque, criado para abastecer a antiga fazenda. Aí temos mais uma história envolvendo amor em Paquetá.
O que fazer em Paquetá
Diz-se que se você beber essa água pensando na pessoa amada, ela irá te amar para sempre. Se é verdade ou não, não dá para testar porque o poço encontra-se fechado.

Ele também é famoso por ter água milagrosa. Isso porque curou uma ferida na perna de D. João VI.



Bem no cantinho da praça, está a Casa de Artes Paquetá, um centro cultural. Ali ocorrem saraus e há uma exposição sobre a história da Ilha de Paquetá. Há, inclusive, um restaurante. Nunca comi, mas conheço pessoas que já almoçaram ali e gostaram muito.
Casa de Artes Paquetá
Seguimos caminhando pela ilha e chegamos ao Pau da Paciência.

Hoje há uma árvore no local. No entanto, o nome é derivado de um pelourinho que havia ali. 
Pau da Paciência em Paquetá
E logo já se chega ao Parque dos Tamoios, mais uma obra de Pedro Bruno.
Bicicleta Ilha de Paquetá
O Parque dos Tamoios oferece uma vista linda!
A ideia era homenagear os índios Tamoios, que ocupavam a Baía de Guanabara antes da chegada dos colonizadores.

Ao lado do Parque dos Tamoios está o Caramanchão dos Tamoios.

Um pouco mais à frente, chega-se ao Baobá Maria Gorda.
Baobá Maria Gorda em Paquetá
Essa árvore também tem uma lenda envolvida na sua história... Conta-se que a escravizada Maria Apolinária não aceitava sua condição e dizia que iria marcar a história. Um dia, misteriosamente, ela sumiu de sua rede e nunca mais foi achada. 

No dia de seu sumiço, percebeu-se que uma planta havia brotado na frente da casa de seu senhor. Era o Baobá que foi chamado de Maria Gorda, por ser o apelido de Maria Apolinária.

Ela, enfim, marcou a história e encontra-se enraizada em Paquetá. É, inclusive, tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
O que fazer em Paquetá
E se você abraçar e der um beijo nela, será recompensado com sorte eterna. Claro que eu fui, né?
O que fazer em Paquetá
Próximo ao Maria Gorda está o Canhão de Saudação a D. João VI
Canhão de Saudação a D. João VI em Paquetá
Relíquia dos tempos em que D. João ia à ilha e era saudado por ele. Na verdade, havia mais um canhão. No entanto, ele se perdeu.

Andando por alguns metros, chegamos à Praça Bom Jesus do Monte. Ali você deve achar muitas garças. Elas ficam de olho no mercado de peixe que acontece por ali. Nessa praça também estão vários bares e restaurantes.

Seguindo mais um pouco, estamos de volta à Igreja de Bom Jesus do Monte e fechamos a nossa volta à ilha.



Depois dessa volta à Ilha de Paquetá, você vai notar que as ruas são de saibro e, além dos carrinhos elétricos (e veículos como ambulância, polícia, bombeiro e Comlurb), não há carros passando. O meio de transporte mais comum é a bicicleta. 
O que fazer em Paquetá
Mesmo assim, fique atento, pois há o risco de acidentes com elas, já que algumas pessoas andam em alta velocidade.

Informações importantes sobre o passeio a Paquetá
Os carrinhos elétricos têm capacidade para 5 adultos ou 4 adultos e 2 crianças até 5 anos. O valor do passeio é dado pelo veículo completo: R$ 80,00 (aproximadamente, 40 minutos) ou R$ 100,00 (aproximadamente, 60 minutos).

Para saber o horário de Barcas para Paquetá, o ideal é sempre consultar o site da empresa responsável pelo serviço, que é a CCR Barcas. Em janeiro/2020 o horário era este:
Horário das Barcas para Paquetá
A Casa de Artes Paquetá funciona todos os dias, das 10h às 17h.

Paquetá também conta com diversas pousadas e hotéis. Dá uma conferida nas opções e faça sua reserva. Eu nunca dormi em Paquetá, mas conheço diversas que foram e amaram. 

Pousada na Ilha de Paquetá

Para ver um pouquinho desse passeio, confira o vídeo.

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E aí? Já foi a Paquetá? O que achou da experiência? Conte aqui nos comentários...

Espero que tenha gostado.
Até quarta-feira.

Um super beijo,

Carolina

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Sobre o Autor:
Carolina Belo Sou Carolina Belo, Bióloga e Turismóloga. Busco sempre ser feliz e ver o lado positivo de tudo o que acontece na vida. Gosto de viajar e participar de corridas pelo mundo.

2 comentários:

  1. Carol,amei o passeio por Paquetá. Sempre a achei lindinha mas nunca tive a oportunidade de ir até lá. Uma pena! E sabendo agora de tanta história que a cerca, é lógico que, quando puder sair de novo (um dia!!), vou querer passear por essa Ilha dos Amores! Vai comigo? Beijos

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    Respostas
    1. Cara Márcia, acho que, quando você vier, vamos precisar de 100 dias para podermos fazer tudo o que pretendemos, ha ha ha ha...
      É claro que vou!
      Um super beijo,
      Carolina

      Excluir

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