20 agosto 2020

Perrengues de viagem... Você já passou por algum?

Olááá! Tudo bem? Hoje falaremos sobre perrengues de viagem. Você já passou por algum? Aqui já vivenciamos vários perrengues de viagem, mas vejo todos eles como aprendizado. Vamos conferir?


O que são perrengues de viagem?

A expressão "passar perrengue" é muito utilizada para expressar uma situação de dificuldade. 

Então, os perrengues de viagem são situações em que a gente não contava com elas, mesmo com todo um planejamento.

Já passei por váááários perrengues de viagem. Algumas situações foram até engraçadas. Já outras, nem tanto assim… Já dormi em aeroporto e em rodoviária… Reservei um hostel que dizia ser o melhor da Eslovênia e ele era imundo… Tive muitos problemas com banheiros (por vários motivos)… Ônibus que quase vira na estrada, entre outros…

Vamos ver alguns perrengues de viagens agora... 

Caso você prefira ouvir em vez de ler, confira o podcast Viajar correndo sobre Perrengues de Viagem:

Parte 1:
Parte 2:

Alguns perrengues de viagem...


Dormir no aeroporto, o clássico perrengue de viagem 


Os aeroportos, muitas vezes por conta das conexões, são os clássicos perrengues. As pessoas acabam tendo que dormir no saguão. 

Alguns até oferecem um espaço mais reservado. Já outros, não. E a solução é dormir ali mesmo, dando um jeitinho para ficar o mínimo acomodado. 

Santiago e Dubai foram os meus quartos duas vezes… Dubai foi minha primeira experiência dormindo em aeroporto. Fui mais discreta e apenas tombei na cadeira ao lado. 

Dormindo no Aeroporto de Dubai

A segunda vez em Dubai já fui mais ousada. Havia um espaço que ficava entre as cadeiras e a escada rolante. 

Quando vi que outras pessoas estavam ali dormindo e nós teríamos que amargar uma espera de 7 horas, não pensei duas vezes e nem na contaminação do carpete (Otávio ficou com vergonha em um primeiro momento, he he he). 

Dormi muito bem, he he he... 

Santiago já foi um pouco menos confortável. E como a área era um pouco barulhenta e muito iluminada, tivemos que usar algumas maneiras de neutralizar esses incômodos. 

A canga foi muito útil

Dormir na rodoviária de Paraty 


Uma viagem comemorativa de formatura com dois amigos. Tinha tudo para ser muito especial. Afinal, foram anos de faculdade que precisavam ser festejados. Decidimos ir a Paraty. 

Sempre tive muitas ressalvas a esse lugar. Nunca foi um local em que tivesse ido e me sentido bem. Podem ser coisas de outras vidas, podem ser outras coisas… A questão é que sempre que ia a Paraty, alguma coisa me fazia passar mal. 

Mesmo assim, achei que, dessa vez, tudo seria diferente. E não foi… 

Depois de chegar à noite e não ter onde comer direito (e ter que comer uma pizza fria), fomos ao camping. O guarda do camping bebeu e começou a falar um monte de bobagens à noite… Ele conversava com alguém e dizia que todas as mulheres do mundo tinham que ser mortas. 

Gente… Alguém dormiu depois disso? Eu nem queria acordar minha amiga com medo de ele se tocar de que ali havia duas potenciais vítimas… 

No dia seguinte, conversando com meu amigo, ele disse que o cara estava conversando com ele mesmo (e só mudava a voz). A noite seguinte foi tensa, mas nada de conversas consigo mesmo. Menos mal… 

Para completar, naquele final de semana, os ônibus de Paraty tinham passado por uma reformulação de horário. Quando chegamos a rodoviária, o último já tinha partido. 

O que fazer? Dormir no banco. Eram 23 h e o próximo só chegaria às 5. Excelente! Pensa que acabou? 

Quando estávamos na estrada, o ônibus quebrou em Mangaratiba. Tivemos que aguardar um novo ônibus para voltar para casa… Inacreditável...

Falando em ônibus, também tivemos uma “excelente” experiência em Juazeiro do Norte.

Ônibus que quase vira em Juazeiro do Norte


Quando fomos participar do Desafio Chapada do Araripe, quisemos visitar o Santuário de Padre Cícero em Juazeiro do Norte.

Como era final de semana e, estávamos em Caldas, foi uma saga chegar a Juazeiro. 

Primeiro, o ônibus não passou. Aí alguém ofereceu uma van estranha para levar as pessoas que estavam no ponto. Fomos, mas naquele medo… Em Barbalha, pegamos um ônibus até Juazeiro.

Quando chegamos a Juazeiro, precisávamos pegar um outro ônibus. Para ir, foi tudo em paz… Estávamos subindo e indo na pista da direita. Não percebi um enorme precipício ao lado da pista da esquerda. Para voltar…

A pessoa sorri, porque ainda não sabia o que viria pela frente
Sentei no lado direito do ônibus, ou seja, via claramente que a pista estava beirando um precipício. O ônibus estava lotado e a cada curva, ele dava uma caída mais forte para o lado precipício.

Gente, eu rezava tanto. As pessoas pareciam super normais, mas eu estava em pânico pensando: viajei para tão longe para morrer? Não pode ser assim a vida, ha ha ha ha…

Depois de alguns longos minutos de tensão, chegamos ao nível mais baixo e, finalmente, pude relaxar.

Nem preciso contar que para chegar novamente a Caldas foi mais uma saga com van, ônibus e etc., né?

Perdendo o ônibus em Maromba


Ainda dentro da questão transportes… Em outra viagem com amigas da faculdade, resolvemos ir a Maromba.

Acampamos durante cinco dias. E nesses dias, a comida foi miojo com atum, miojo com tomate, miojo com sei lá… 

No último dia, decidimos ir a Maringá, uma cidade próxima para jantar decentemente. Fomos de ônibus e a ideia era voltar de ônibus também.

Estávamos felizes degustando um feijão com arroz e trutas quando passou um ônibus. Aí comentamos: show, a gente vai pegar o próximo, que seria o último.

O garçom ouviu e comentou: esse era o último.

Nãoooo, a gente viu que tem um às X horas. 

Sim, mas somente no dia Y. Hoje, esse é o último horário.
Bom, como quem está na chuva é para se molhar, o que fazer? Terminamos de comer e fomos andando até Maromba.

A distância nem era grande. Eu nem corria, mas era de apenas 5 km. O problema era a escuridão. Ninguém tinha levado lanterna e não havia luz na estrada.

Várias motos passavam e a gente morria de medo a de alguma coisa acontecer. 

Graças a Deus chegamos ao camping sãs e salvas, mas se desejo isso novamente? Não, não desejo.

E como falei em chuva conotativamente, lembrei da chuva que pegamos na Disney, na véspera da Maratona. Vamos a ela...

Chuva na véspera da Maratona da Disney


Achamos que seria super legal jantar em Disney Downtown na véspera da maratona. Fomos. Tudo estava muito lindo, até que não hora de sair, começou a chover.

Eu estava com o tênis da corrida e pensei: se molhar, amanhã ainda vai estar encharcado. Imagina correr assim?

Ninguém tinha capa e nem guarda-chuva. A ideia? Pedimos sacos de lixo para o pessoal do restaurante e eles, gentilmente, nos cederam…
perrengues na maratona da Disney
Perrengue básico

Fomos fantasmas de volta para o hotel aguardar o momento da corrida...

Hostel na Eslovênia

Essa é uma outra história de perrengue de viagem. Aliás, um belo perrengue, se podemos chamar assim...

Eu já havia ficado em hostel durante a viagem que fiz para a Turquia em 2012 e tinha achado a experiência sensacional. Era tudo limpo, arrumado e, claro, mais barato.

Tanto que quando decidimos fazer a viagem para a Croácia e Eslovênia, a segunda parte (que seria Eslovênia), decidimos ficar em um hostel. Procurei e encontrei “o melhor hostel da Eslovênia”. Pelo menos era isso que dizia o anúncio.

A recepção era até tranquila, mas, quando chegamos ao quarto… Surpresaaaa! O show de horrores havia começado…

Vou listar algumas coisas bem bizarras para vocês sobre o que encontramos por lá… Vaso sanitário com manchas amarelas horrorosas, box que não escoava a água e formava tipo uma banheira, colchão com manchas de sangue e a janela que não abria, o que não seria um problema, claro, se houvesse um ventilador, mas que não tinha, lógico!

Teríamos três dias naquele local e éramos três amigas. O quarto tinha capacidade para quatro pessoas, mas não imaginávamos que uma pessoa sozinha iria ficar com a gente. Então, não tivemos a preocupação de reservar o quatro todo para a gente.

Bom, visto a loucura que foi a chegada, resolvemos sair para conhecer a cidade. Afinal, o quarto seria só para dormir…

Acho que nunca andamos tanto durante um passeio. Tudo para não ter que voltar para o quarto. Até que chegou uma hora que não tinha mais o que fazer. Era voltar e enfrentar o drama… Só não imaginávamos que seria realmente um drama…

Quando retornamos, a porta do banheiro estava fechada e havia alguém tomando banho. Uma olhou para a cara da outra com espanto…

Não tivemos nem muito tempo para refletir sobre isso, pois olhamos o quarto com um monte de coisas da pessoa espalhadas.

Meu Deus, o que teríamos que enfrentar?
A porta do banheiro se abriu e uma menina saiu. Ela disse Hi e nós respondemos assim: hiiii. Tipo, num sofrimento… Não tinha lugar para sentar, então, tínhamos que ficar sentadas na cama.

A gente não sabia o que fazer e pensei: cara, ficar 3 dias nesse hostel horroroso, com uma pessoa estranha, não vai ser uma viagem prazerosa.  

Como a internet ainda era limitada, começamos a procurar no folder de turismo possibilidades de hotéis. Fui com uma das amigas para a rua (porque só eu falava Inglês) e a outra ficou no quarto de olho nas nossas malas. 

Todos os hotéis que estavam no mapa estavam lotados. Não havia vaga de jeito algum. Quando estávamos voltando para o hostel, já tentando se acostumar com nossa condição, eis que o milagre aconteceu…

Havia um hotel que não constava no mapa. Ele era novo e aparentava ser muito bonitinho. Fomos à recepção e perguntamos se havia quarto triplo.

A atendente disse que sim. Na mesma hora perguntamos se podíamos ver. Afinal, vai que é tão ruim quanto o outro….

Quando ela abriu a porta, a gente parecia umas deslumbradas. 
Meu Deus, banheiro decente. 
Meu deus, tem ar condicionado!
Pedi para ela segurar o quarto que a gente ia buscar nossas coisas e fomos loucamente porque ela deu um tempo determinado. O cara do hostel ainda queria cobrar todas as diárias. 

Falei para as meninas irem na frente para segurar o quarto enquanto eu batia boca com o atendente do hostel. Falei que ele podia cobrar uma diária, já que tinha entrado naquela porcaria. No entanto, o resto não.

No dia seguinte, enquanto tomávamos café da manhã, a gente só falava na qualidade do café (o hostel não tinha café da manhã), no ar condicionado e no banheiro, ha ha ha ha...

Banheiros no caminho

Falando em banheiro, também tenho uns perrengues com eles… Para começar o banheiro moderno do hotel que ficamos em Amsterdam.

A gente sabe que Amsterdam tem fama de lugar livre para tudo. Acho que por isso que o banheiro quis seguir essa linha. Para começar, ele era todo de vidro e quem estava no quarto podia ver a pessoa lá dentro. Talvez, no caso de casal, isso possa ser tranquilo. Mas eu estava viajando com uma amiga. E imagine quem está em outras condições, tipo colega de trabalho ou outras coisas…

Além de quem estava dentro conseguir ver, também a galera de fora tinha essa possibilidade. Achei muita liberdade para o meu gosto… A gente colocava uma canga na janela. Agora onde já se viu isso????

Também tive problemas com os banheiros na Turquia. Nos hotéis não, mas nas estradas. na viagem de 2012, vários trechos foram feitos de ônibus e as distâncias eram bem grandes. Então, havia as paradas no caminho.

No entanto, o banheiro tradicional deles é com aqueles vasos que as pessoas precisam ficar de cócoras. Gente… Até acostumar, era uma coisa muito chocante na época para mim uma coisa dessas. Tudo bem que as culturas são diferentes e a gente aprende com isso. Mas esses banheiros eram loucos para mim,  no início.

E para terminar minha história de banheiros, vamos voltar em 2013 durante a corrida Paris-Versailles. 
A organização avisa que após a corrida, caso a pessoa queira, ela pode tomar banho em um ginásio próximo à chegada.

Excelente, pois eu iria visitar o castelo de versailles após a prova. Peguei meu material que estava no guarda-volumes e lá fui eu feliz tomar banho.

Quando abri a porta, me deparei com um mundo livre, digamos assim. Todas as mulheres nuas, tranquilamente, andando pelo vestiário.

Eu sou uma pessoa mais contida. Então, comecei a pensar, meu deus, vou ter que tirar a roupa aqui na frente de todo mundo. 

Achei um cantinho e comecei, numa lentidão, a tirar tênis, meia e etc… Sempre pensando:
ai meu Deus do céu, por quê?
As mulheres não estavam nem aí. A minha cabeça doentia é que estava preocupada. Depois do ritual que deve ter durado um tempão, eis que estav pronta para me dirigir ao chuveiro.

Outro choque. Não elétrico, mas mental. Não havia divisão no chuveiro. Ai jesus… E lá fui eu tomar banho livremente… Achei um chuveiro disponível no cantinho e lá tomei um banho rapidíssimo. Eu só queria estar limpa para visitar versailles, um local que já tinha visto váááá´rias vezes nas aulas de história e geografia e queria ter essa experiência.

Só não imaginei que teria uma experiência diferente para me arrumar para esse encontro, he he he he...


Aprendizados com os perrengues de viagem


Claro que algumas situações são engraças quando as vemos depois do ocorrido. No entanto, outras podem trazer problemas mais graves. O importante é aprender com elas. 

Eu carrego sempre uma muda de roupa na mala de mão por conta da viagem em que perdemos a conexão do voo.

As roupas de corrida também vão na mala de mão por conta de uma história com uma outra pessoa que teve a mala extraviada e não tinha seu equipamento no dia da prova.

Não uso o tênis da corrida para passear antes que a prova aconteça. Vai que molha? Vai que estraga? 

Tenho sempre um guarda-chuva ou uma capa comigo.

Hoje em dia, talvez, não tenha mais esse tipo de postura frente ao banheiro da Turquia e o do banho em Versailles. Eu estou até querendo fazer essa prova de novo para ter novamente essa possibilidade e ver como eu vou reagir!!!

E assim vai...

No Canal do Viajar correndo tem alguns vídeos sobre perrengues de viagem. Dá uma conferida nas histórias...




Viu só? Foram alguns perrengues de viagem, né? Você já passou por algum? Conte aqui nos comentários e vamos continuar essa conversa!!!
Até amanhã.
Um super beijo, 
Carolina
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