domingo, 7 de agosto de 2016

Dia do Maratonista

É hoje!

Hoje é o dia do maratonista. Maratona, para quem não sabe, é o percurso de 42.195 metros (ou 42,195 Km). Sendo assim, maratonista é aquele que vence esse percurso. Importante ressaltar que o vencer não significa chegar em primeiro lugar como muitos pensam. Aliás, o que mais ouço quando corro é “venceu?”. Eu respondo: “venci”, afinal, completei o percurso e isso é uma vitória. No entanto, eu sei que o que a pessoa queria saber era se eu tinha ficado nos primeiros lugares. Bom, aí, é claro que não. Eu não treino para isso. Eu treino para ter qualidade de vida, para me sentir bem, para ser feliz!  Mas por que 42.195 metros?

A história da maratona e desse número cabalístico é a seguinte: conta-se que em 490 a.C., soldados atenienses partiram para a planície de Maratonas para combater os persas em uma guerra. Havia uma atmosfera de tensão porque os inimigos tinham jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, estuprariam as mulheres e sacrificariam seus filhos. Devido a essa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.

Acontece que os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam planejado. Com isso, eles ficaram receosos de que elas pudessem executar o plano. Para evitar essa verdadeira tragédia grega, o general Milcíades ordenou que seu melhor corredor, o soldado e atleta Fidípedes, corresse até Atenas, situada a cerca de 40 km dali, para levar a notícia. Fidípedes correu essa distância tão rapidamente quanto pode e, ao chegar, conseguiu dizer apenas "vencemos", e caiu morto pelo esforço.

Bom, essa é uma versão romântica da história. Hoje se sabe que Fidípedes foi enviado antes a Esparta e a outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera que correr duzentos e quarenta quilômetros em dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas. Só depois disso, ele teria corrido a Atenas para anunciar a vitória e, então, morrer pelo esforço.

Em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, Fidípides foi homenageado com a criação dessa prova, cuja distância foi estipulada em cerca de 40 km, já que essa era a distância aproximada de Maratona a Atenas. Em 1908, nos Jogos de Londres, com a largada marcada para ser em frente ao Castelo de Windsor e a linha de chegada em frente ao camarote real no Estádio Olímpico de White City, depois de uma volta inteira na pista de atletismo, o percurso inteiro mediu exatos 42,195 km. Disputada pela primeira vez nesta distância em Londres acabou sendo assim oficializada em maio de 1921, pela Federação Internacional de Atletismo.

Maratona feminina

Somente em 1984, em Los Angeles, foi introduzida a maratona feminina nos Jogos Olímpicos. Era imaginado que as mulheres não fossem capazes de correr tal distância. São umas ideias, né? Foi justamente nesta edição que houve aquela cena épica protagonizada por Gabrielle Andersen. Não está lembrado? Ela é aquela atleta que chegou cambaleando, super desidratada, mas mesmo assim, não desistiu e completou a prova para delírio da plateia. Mas o que poderia ser uma prova do espírito olímpico, quase teve efeito oposto. Algumas pessoas, que eram contra a presença feminina na maratona, começaram a afirmar que esse seria o padrão se uma mulher corresse essa distância.

Ainda bem que as coisas mudaram ao longo do tempo. Tornar-me maratonista foi um caminho natural na evolução das corridas. Foram oito até hoje: Foz do Iguaçu, Dubai, Rio, Disney, Rio, Atenas, Romântica dos Castelos e Rio (e mais uma ultramaratona, vindo a segunda em breve). E eu achei que ficaria na de Füssen, mas acontece que os desafios iam aparecendo e, quando via, já estava inscrita e treinando para mais um (tanto que no dia seguinte ao término da última Maratona do Rio eu já me inscrevi na edição de 2017. Louca!).

Por que no dia 7 de agosto é comemorado o dia do maratonista?


É porque esta data é o dia de nascimento do etíope Abebe Bikila. Ele nasceu em 7 de agosto de 1932 e foi o primeiro atleta a vencer duas maratonas olímpicas: Roma 1960 e Tóquio 1964. Por isso, ele é considerado o maior maratonista de todos os tempos. Em 1969, ele sofreu um acidente automobilístico e ficou paralítico. Em 23 de outubro de 1973, Abebe Bikila faleceu vítima de uma hemorragia cerebral, uma sequela do acidente.

Abebe Bikila
Foto tirada do painel na Casa da África no Casa shopping.
Sendo assim, after all is said and done (desculpe, veio essa música na cabeça). Depois de tudo o que foi dito aqui, eu gostaria de parabenizar a todos os maratonistas que estão lendo este texto (e aos futuros também!).

Parabéns!!!


Até quarta-feira

Um super beijo

Carolina


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Sobre o Autor:
Carolina Belo Sou Carolina Belo, Bióloga e Turismóloga. Busco sempre ser feliz e ver o lado positivo de tudo o que acontece na vida. Gosto de viajar e participar de corridas pelo mundo.

2 comentários:

  1. show um pouco disso ai não sabia...sei que ser maratonista não é pra qualquer um mesmo...porque a luta mental é maior que a física, e os treinamentos que fazem um maratonista é que faz desse nobre atleta ser especial....parabéns pra nós. ps,: e o dia do ultramaratonista não tem???.

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    1. Pois é Egomar, vou te falar... Procurei em vários calendários de datas comemorativas e não achei nada sobre o dia do ultramaratonista... Vou continuar olhando, mas, por agora, ainda não tenho essa resposta para você, he he he he...
      Parabéns
      Beijos
      Carolina

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